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5 de Outubro de 2008 - 15h01 - Última modificação em 5 de Outubro de 2008 - 15h01


TSE já registra 509 irregularidades, a maioria por boca-de-urna

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registra, até o momento, 509 casos de irregularidades nessas eleições, a maioria por boca-de-urna. Foram efetuadas 168 prisões, sendo 30 de candidatos.

"O dia da eleição é dia de deixar os eleitores em paz. Não se faz propaganda, não se faz arregimentação, não se faz boca-de-urna. O eleitor não pode ser influenciado", afirmou o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto. "Boca de urna e arregimentação de eleitores são crimes que comportam prisão em flagrante", completou.

Quanto às urnas que apresentaram problemas, o ministro disse que, ao todo, 1.212 tiveram de ser substituídas por outras também eletrônicas. Apenas três urnas manuais precisaram ser usadas: em São Bernardo do Campo e Taubaté, em São Paulo, e em Mari, na Paraíba.

"Isso significa 0,32% do total. Nem 0,5% das urnas estão inutilizadas. E os problemas são compreensíveis. Às vezes, há uma queda de rede e tem de se apelar para a bateria", acrescentou, ressaltando que todas as urnas reservas - com exceção das duas localidades com uso de urna manual - funcionaram normalmente.

Ayres Britto afirmou que recebeu informações do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Goiás desmentindo a denúncia de que numa seção eleitoral, ao ser digitado o número de determinado candidato, a foto de outro aparecia na urna. Segundo o ministro, a presidente do TRE-GO
teria dito que o fato foi uma "armação" montada com a participação de pessoas que tiveram suas candidaturas indeferidas pelo TSE.

O ministro foi otimista ao falar sobre o uso de urnas biométricas (que identificam o eleitor por meio da impressão digital). A expectativa, segundo ele, é de que em oito anos, o Brasil inteiro adote esse sistema de votação.

A previsão do TSE é de concluir a apuração dos votos até às 22h nas capitais e na maioria das outras cidades.

 

 

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