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Rio de Janeiro - A equipe de fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro fez hoje (5) a
primeira prisão em flagrante nas eleições municipais de um cabo eleitoral do
candidato a vereador da Rocinha, Claudinho da Academia. Ele fazia boca-de-urna e distribuía panfletos próximo a um local de
votação.
A equipe de fiscalização é integrado por juízes eleitorais, funcionários da
Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) e policiais civis e
militares. O cabo eleitoral teria sido levado para a 15ª Delegacia
Policial, na Gávea.
Quem for flagrado hoje cometendo atos ilícitos, como a boca-de-urna, pode ser preso de seis meses a até um ano e pagar multas
que variam entre R$ 5.320,50 e R$ 15.961,50. Para a compra de votos, a
pena é de até cinco anos de reclusão. Segundo o coordenador de Pólos Eleitorais e Informática do TRE, Sérgio Luís Souza Ribeiro, a
punição vai depender da conduta.
Quatro urnas apresentaram problemas hoje, no início da votação - três na Pavuna e uma em Jacarepaguá, mas já foram repostas, de acordo com Sérgio Ribeiro. Os juízes eleitorais fazem a fiscalização neste domingo em todos os 92 municípios fluminenses. Em todo o estado, o TRE/RJ dispõe de 35.654 urnas, sendo 5.598 para contingência.
Do total de urnas distribuídas, 10 mil se destinam à votação dos 4.579.365 eleitores da capital. Em todo o estado, são 11.259.334 eleitores, que vão escolher neste domingo seus representantes, entre os 14.564 candidatos a vereador e 346 candidatos a prefeito. As tropas federais foram mantidas, com o apoio das Polícias Civil e Militar, nas cidades do Rio de Janeiro, Caxias e São Gonçalo. Nos municípios que apresentam situação mais grave, que demanda uma ação de inteligência, o coordenador da Fiscalização de Propaganda Eleitoral do tribunal, juiz Luís Márcio Alves Pereira, informou que houve reforço no efetivo da Polícia Federal. É o caso, disse ele, dos municípios de Magé, São João de Meriti, Itaocara, Santo Antonio de Pádua e Itaboraí. Segundo o juiz, o tribunal foi informado de que nessas localidades candidatos à reeleição estariam coagindo eleitores e servidores públicos. "E isso é o que chamamos da necessidade de uma ação de inteligência", afirmou.
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