|
Rio de Janeiro - A presença dos
militares não inibiu a movimentação dos cabos
eleitorais que entregavam panfletos de candidatos próximo aos
postos de votação no Complexo do Alemão, na zona
norte, e na Cidade de Deus, na zona oeste da cidade, esta manhã.
No início do
processo eleitoral, o porta-voz da Operação Guanabara,
coronel Novaes, disse que esperava que a presença dos
militares inibisse os crimes eleitorais.
“Imaginamos que a
nossa presença, com essa quantidade grande de soldados, seja
suficiente para prevenir os crimes, como aconteceu durante todos os
dias da Operação Guanabara. Mas estamos prontos para
usar os nossos meios, se for necessário”, disse o coronel.
Na Cidade de Deus,
cabos eleitorais distribuíam material ilegal a menos de cinco
metros dos militares que faziam o policiamento em frente à
Escola Municipal Alphonsus de Guimarães.
De acordo com a
moradora da Cidade de Deus Nádia Regina, o Exército não
garantia a legalidade das eleições.
“O Exército
está na rua para evitar isso, mas não está
fazendo nada. Eles ficam conversando, mas o que têm que fazer
mesmo não fazem. Está tudo errado”, reclamou.
Na comunidade de Rio
das Pedras, uma das localidades da zona oeste que receberam os
soldados das Forças Armadas, a situação do lado
de fora dos postos de votação é tranqüila.
|