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5 de Outubro de 2008 - 23h00 - Última modificação em 6 de Outubro de 2008 - 00h53


Prefeito reeleito, Mânica reitera inocência em chacina de Unaí

Morillo Carvalho
Enviado Especial

 
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Unaí (MG) - Alheio às comemorações que se espalham pelo centro de Unaí (MG), Antério Mânica que se reelegeu hoje (5), com 59,01% dos votos válidos, recebe os cumprimentos de seu eleitorado de forma tímida na casa de sua mãe.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, ele reiterou que é inocente no episódio do assassinato de quatro fiscais do trabalho em janeiro de 2004 do qual é acusado junto com o irmão Noberto Mânica.

“O povo de Unaí me conhece. São 30 anos e meio de Unaí. [O povo] Conhece minha índole não é de hoje, sabe da minha vida e, desde a outra vez [eleição], a população já reconheceu isso”, disse.

Quando venceu as eleições de 2004, Mânica já era acusado de participar da chacina e foi preso dias antes do pleito.

Agora, ele cobra da imprensa os esclarecimentos do caso.

“O que falta agora é a imprensa reconhecer a verdade, tomar reconhecimento do que é o processo e do que está no processo [que investiga a autoria da chacina]. Eu até hoje não fui indiciado por quem investigou o crime, nem a Polícia Federal nem a Polícia Civil encontraram sequer um indício. Um juiz por ofício mandou me prender duas vezes mas sem a consciência tranquila”, disse.

O prefeito reeleito diz que pediu por três vezes o “julgamento imediato do caso” ao Supremo Tribunal de Justiça, o que não foi feito até hoje. É que primeiro é preciso julgar os autores dos disparos para depois julgar quem é suspeito de ser o mandante da ação.

“Eu quero crer que, se eles tivessem um indício sequer da minha participação naquela fatalidade, eles me julgariam e me colocariam na cadeia. Na verdade, não tem sequer indícios. Não participei. Tenho a consciência tranqüila e não sei porque eles estão fazendo isso comigo.”

E tornou a culpar a imprensa. “Eu gostaria que a imprensa nacional tomasse conhecimento da verdade fosse ao Tribunal Regional Federal, procurasse o processo, que é público, e que se debruçasse lá e visse a verdade porque o que foi informado até hoje não reflete a verdade”, afirmou. 



 


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