



|
Rio de Janeiro -
Com a disputa no segundo turno já definida no Rio de Janeiro, entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), a apuração ainda não acabou na capital fluminense. Até às 22h28, 99,99%
dos votos tinham sido apurados. Paes liderava a disputa com 31,98% dos votos válidos, o equivalente
a 1.049.010.
Gabeira obteve 25,61% dos votos válidos, o equivalente
a 839.990 votos. Derrotado, o candidato do PRB, Marcelo Crivella obteve 19,06% dos votos válidos (625.220).
De uma maneira geral, as eleições
transcorreram normalmente em todos os municípios do estado, com a boca-de-urna –
que é crime eleitoral – sendo um dos principais problemas registrados. Centenas de pessoas foram presas e depois liberadas pela prática do
delito.
Das mais de 30 mil urnas
espalhadas por todo o estado, apenas 322 tiveram que ser substituídas por
apresentarem defeito, das quais 169 na capital. As eleições só não foram definidas no primeiro turno na capital e no município de Petropólis. Vários prefeitos foram reeleitos, como foi o caso de Linderberg Farias, em Nova Iguaçu,
na Baixada Fluminense, que conseguiu 65,35% dos votos válidos – a mais
expressiva vitória do estado.
Depois de encerrada a votação, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro, Alberto Motta Moraes, fez um balanço positivo do
processo eleitoral no estado e atribuiu à presença das Forças Armadas, nas áreas
de conflito, boa parte desta tranquilidade. Para ele, a presença dos militares
foi um avanço do processo democrático.
“As Forças Armadas
atuaram dentro de um processo de democracia, não atuaram por iniciativa
própria, atuaram por convocação e a pedido da Justiça Eleitoral brasileira, o
que acaba por se transformar em uma demonstração inequívoca de que elas não têm
por que se afastar do processo político-eleitoral. Hoje, elas foram de uma
importância fundamental para a garantia da tranqüilidade destas eleições", disse Moraes. O presidente do TRE, no
entanto, não respondeu se as Forças Armadas continuarão presentes no Rio, no segundo turno e esclareceu que a decisão ficará a cargo do TSE.
Problemas nos
computadores do TRE impediram a divulgação, com a mesma rapidez para o resultado do cargo de prefeito, dos números
relativos à votação para a Câmara de Vereadores.
|
|