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Brasília - A disputa do segundo turno da eleição para prefeito promete ser acirrada em duas das três capitais de estados da Região Sul: Florianópolis e Porto Alegre. Na primeira, concorrem o atual prefeito Dário Berger, do PMDB, e o ex-governador e ex-prefeito Esperidião Amin, do PP. Na capital do Rio Grande do Sul, a disputa será entre o atual prefeito, José Fogaça, do PMDB, e a deputada Maria do Rosário, do PT. A capital paranaense, Curitiba, reelegeu Beto Richa, do PSDB, no primeiro turno.
O historiador Waldir
José Rampinelli, professor da Universidade Federal de Santa Catarina, considera bem possível que Berger se reeleja, pois tem a “máquina pública”
a seu favor, mas afirma que não se pode desprezar Amin. “A
disputa vai ser muito acirrada porque Amin tem duras e
graves criticas contra Berger. As empresas dele, que
são de prestação de serviços, uma delas de
segurança e a outra faz asfalto, foram beneficiadas em sua
gestão.”.
Em
Porto Alegre, Rampinelli disse que o que vai pesar no segundo turno é o
debate entre Fogaça e Maria do Rosário, que representam duas posições de
esquerda. “Se tem duas posições de esquerda, que
discutam um programa de esquerda, o que eles querem, onde um vai
avançar mais que o outro”, explicou.
Na
opinião do professor, um dos fatores que mais pesaram para a reeleição de Beto Richa em Curitiba, com 77,27% dos votos, foi a tradição.
“O pai dele [ex-governador e ex-senador José Richa, já falecido] lutou pela redemocratização no país,
e tem um nome no Paraná. Também imagino que ele fez um
bom governo e, ao fazê-lo, ganhou e ganhou muito bem”, afirmou Rampinelli.
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