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6 de Outubro de 2008 - 18h19 - Última modificação em 6 de Outubro de 2008 - 18h44


Aécio Neves não vê segundo turno em Belo Horizonte como derrota pessoal

Marco Antônio Soalheiro
Enviado Especial

 
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Belo Horizonte - O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse hoje (6) que o fato de Márcio Lacerda (PSB) – candidato apoiado por ele e pelo prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT) – não ter vencido as eleições municipais da capital no primeiro turno, não foi uma derrota pessoal. Lacerda enfrentará no segundo turno Leonardo Quintão (PMDB).

“Extraordinário seria se nós vencêssemos no primeiro turno, com um candidato que há três meses ninguém conhecia”, ressaltou Aécio. “O candidato que eu apoiei fechou o primeiro turno na frente e o que chegou com ele disse que me apóia”, acrescentou.

"Vamos mostrar aos belorizontinos que não se trata de uma aliança eleitoral. Construímos uma tese de convergência, que faz bem para a saúde pública do Brasil e à saúde administrativa de Belo Horizonte", disse Aécio.

Ao mesmo tempo em que sempre coloca PSDB-PT como exemplo para o Brasil, o governador disse que não haverá influência decisiva dos resultados do segundo turno para 2010. "Todos terão que trabalhar muito para construir alianças até lá", disse Aécio Neves.

Em Minas Gerais, o governador lembrou que o PSDB foi o partido que fez o maior número de prefeitos (em 159 dos 853 municípios). Alegou ainda que 90% dos prefeitos eleitos no estado teriam feito campanha declarando apoio ao seu governo. Entretanto, em importantes cidades do interior, como Betim, Ipatinga e Governador Valadares, os candidatos apoiados pelo governador, perderam.

Na capital, Aécio aposta que “o debate mais politizado” do segundo turno levará Márcio Lacerda à vitória. Aécio Neves argumentou, ainda, que a derrota de Geraldo Alckmin em São Paulo não trará reflexos negativos contra ele.

“Não tenho essa pretensão de ser figura tão importante em uma eleição em São Paulo. Ali, fiz que o que deveria fazer. Declarei apoio ao meu companheiro de partido, homem sério e correto”, disse Aécio, em alusão a Alckmin.

O governador José Serra manteve-se distante da campanha de Alckmin para não prejudicar Gilberto Kassab, do Democratas, que foi seu vice na prefeitura.



A matéria foi alterada para acréscimo de informações.
 


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