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6 de Outubro de 2008 - 11h32 - Última modificação em 6 de Outubro de 2008 - 11h32


Resultado mostra força de principais partidos brasileiros, afirma professor

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A força dos quatro maiores partidos políticos brasileiros, o PSDB, PMDB, PT e Democratas é o maior fenômeno das eleições para prefeituras e câmaras de vereadores, realizadas ontem (5) em todo o país, segundo o professor de Ciências Políticas da Universidade de Campinas (Unicamp) Valeriano Mendes. Também merece destaque, de acordo com ele, o crescimento do PT em cidades maiores, nas áreas industriais, assim como o desempenho de alguns partidos menores, que também tiveram boa performance individual na votação deste domingo.

Em São Paulo, segundo o professor, o prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, começa a campanha do segundo turno à frente de Marta Suplicy (do PT). A candidata "vai ter que correr atrás para se colocar à frente do prefeito, pois o cenário na capital é diferente do que acontece no ABC, onde há mais fragmentação partidária. Os desgastes políticos experimentados por Marta na sua trajetória e o cenário de um candidato em ascensão, indicam que a campanha do segundo turno à prefeitura paulista será acirrada", analisou durante entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

O resultado da votação à prefeitura de Belo Horizonte, em que o candidato inicialmente tido como favorito, apoiado pelo governador Aécio Neves, foi o segundo mais votado, contra as expectativas em torno da coalisão montada por Aécio, deixam o governador com menos chances, numa eventual disputa à Presidência da República em 2010 contra o governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

Para o professor da Unicamp "com certeza, as eleições municipais têm importância muito grande na campanha aos governos estaduais e à Presidência da República. A aliança promovida por Aécio, que não rendeu o esperado, lembra o professor, não será repetida em 2010, pois ela aconteceu em Belo Horizonte num momento específico e não terá razão de se repetir daqui a dois anos.



 


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