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Brasília - A força dos
quatro maiores partidos políticos brasileiros, o PSDB, PMDB,
PT e Democratas é o maior fenômeno das eleições
para prefeituras e câmaras de vereadores, realizadas ontem (5) em todo o país, segundo o professor de Ciências
Políticas da Universidade de Campinas (Unicamp) Valeriano Mendes. Também merece
destaque, de acordo com ele, o crescimento do PT em cidades maiores,
nas áreas industriais, assim como o desempenho de alguns
partidos menores, que também tiveram boa performance
individual na votação deste domingo.
Em São Paulo, segundo o professor, o prefeito Gilberto Kassab (DEM),
candidato à reeleição, começa a campanha do segundo turno à frente de Marta Suplicy (do PT).
A candidata "vai ter que correr atrás para se colocar à
frente do prefeito, pois o cenário na capital é
diferente do que acontece no ABC, onde há mais
fragmentação partidária. Os
desgastes políticos experimentados por Marta na sua trajetória
e o cenário de um candidato em ascensão, indicam
que a campanha do segundo turno à prefeitura paulista será
acirrada", analisou durante entrevista ao programa Revista
Brasil, da Rádio Nacional.
O resultado da votação
à prefeitura de Belo Horizonte, em que o candidato
inicialmente tido como favorito, apoiado pelo governador Aécio
Neves, foi o segundo mais votado, contra as expectativas em torno da
coalisão montada por Aécio, deixam o governador com
menos chances, numa eventual disputa à Presidência da
República em 2010 contra o governador de São Paulo,
José Serra (PSDB).
Para o professor da Unicamp "com
certeza, as eleições municipais têm importância
muito grande na campanha aos governos estaduais e à
Presidência da República. A aliança promovida por
Aécio, que não rendeu o esperado, lembra o professor,
não será repetida em 2010, pois ela aconteceu em Belo
Horizonte num momento específico e não terá
razão de se repetir daqui a dois anos.
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