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Brasília - A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), defendeu hoje (6) o fortalecimento da aliança entre PT e PMDB para “dar mais tranqüilidade” às eleições de 2010. Os dois partidos foram os que mais elegeram prefeitos no primeiro turno das eleições municipais e os que mais disputam segundo turno em cidades importantes, como São Paulo. “Se nós quisermos ter um processo sucessório do presidente Lula com mais facilidade, com mais tranqüilidade, nós deveríamos apostar em consolidar essa aliança”, afirmou a líder petista. Ideli Salvatti considerou que a consolidação dessa aliança passa, também, pelas eleições das presidências da Câmara e do Senado, em fevereiro de 2009. Para ela, é fundamental que PT e PMDB costurem o acordo para eleger o deputado Michel Temer (PMDB-SP) presidente da Câmara, no lugar de Arlindo Chinaglia (PT-SP), e o senador Tião Viana (PT-AC) como sucessor de Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). “Quem está participando das negociações [para as eleições das duas Mesas Diretoras] tem que levar em conta a situação das alianças nas campanhas municipais e as eleições de 2010”, acrescentou Ideli. Outro ponto que a senadora destacou, para que PMDB e PT caminhem juntos, seria "estarem juntos, onde for possível”, no segundo turno das eleições municipais, que acontecerá no próximo dia 26. A líder do PT defendeu, ainda, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não faça campanha onde legendas da base governista disputem o segundo turno das eleições, seja diretamente, ou por meio de alianças. “Pelo que vimos no primeiro turno, creio que o presidente não vai se indispor com sua base aliada”, disse. Em Salvador, por exemplo, se enfrentarão no segundo turno o atual prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) e o deputado petista Walter Pinheiro (PT). Em Florianópolis (SC), outro município citado pela senadora como onde o presidente Lula não deve participar de campanha, estão envolvidos na disputa Esperidião Amin (PP) e Dário Berger (PMDB). O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), por sua vez, afirmou que “é prematuro”, neste momento, falar de alianças para as eleições presidenciais de 2010. “O fortalecimento desta aliança é possível, desde que a expectativa de 2010 não atrapalhe. Os partidos têm que ter muito juízo para não querer impor nome para 2010”, advertiu. O mesmo não acontece com relação às sucessões nas presidências da Câmara e do Senado, assunto em que o peemedebista tem a mesma opinião da colega do PT. Raupp não tem dúvida de que o fortalecimento da aliança entre peemedebistas e petistas vai se refletir na sucessão na Câmara e no Senado.
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