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Brasília - Na próxima semana, o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva deverá convocar os parlamentares da base aliada para definir em
quais palanques subirá no segundo turno das eleições municipais,
conforme relato de aliados que se reuniram hoje (6) com ele no Palácio
do Planalto.
“O presidente deve analisar todas as situações onde a
base do governo esteja representada por uma candidatura que tenha um
vínculo histórico forte com essa base. E deve apoiar esses candidatos”,
comentou o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana
(PT-RS). No primeiro turno, Lula evitou fazer campanha em cidades onde o PT e partidos aliados se enfrentavam.
Mesmo que o presidente mantenha essa postura no
segundo turno, a estratégia do PT deverá ser de colar a imagem do
presidente a dos candidatos petistas. É isso que deve ocorrer em Porto
Alegre, onde a candidata Maria do Rosário (PT) enfrentará José Fogaça
(PMDB) no dia 26 de outubro.
“O importante é o apoio dele [presidente Lula] e isso
está garantido. Vamos continuar mostrando para a população de Porto
Alegre que a candidata que está ao lado do presidente Lula é a
candidata Maria do Rosário”, disse Fontana.
Durante a reunião com o Conselho Político – formado
por parlamentares da base aliada - Lula comemorou a vitória da base
aliada em prefeituras no primeiro turno e afirmou que os adversários –
PSDB, DEM e PPS – devem ficar preocupados, segundo relato do líder do
PT, deputado Maurício Rands (PE).
“O presidente comentou os resultados eleitorais e
falou que existem três partidos que devem estar preocupados com os
resultados das eleições municipais – PSDB, DEM e PPS –, que perderam
prefeituras em grande número. Ele realçou que os partidos da base aliada
devem estar satisfeitos, porque todos tiveram uma boa performance, uns
mais, outros menos”, afirmou Rands.
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência
da República, Luiz Dulci, defendeu que Lula participe de
campanhas no segundo turno das eleições, nos municípios onde ele “se
sentir à vontade”, em favor de candidaturas do PT ou de partidos da
base aliada.
"Eu sou daqueles que acha que o presidente deve ir,
sim, aos municípios onde ele se sentir à vontade para participar,
defendendo candidaturas da base aliada. O importante é que o presidente
apóie os partidos da base aliada", disse Dulci.
Participaram da reunião do Conselho Político os
ministros Guido Mantega (Fazenda), Dilma Rousseff (Casa Civil), José
Múcio (Secretaria de Relações Institucionais), Paulo Bernardo
(Planejamento) e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, além da
líder do governo no Congresso Nacional, senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) . O
tema principal da reunião foi a crise financeira internacional.
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