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Belo Horizonte - O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT),
disse, na noite de ontem (5), que não lamenta a ausência do PMDB na aliança
em torno de Márcio Lacerda (PSB) pelo fato de nunca ter
negociado com o partido de Leonardo Quintão, que enfrentará o
socialista no segundo turno. Entretanto, o
ministro das Comunicações, Hélio Costa, o considerou responsável pelo fato de PT e PMDB
caminharem separados no estado.
“O ministro [Hélio Costa], ao dizer isso, devia estar
emocionado com o calor do voto. Nunca participei de qualquer negociação
com o PMDB”, disse Pimentel. “O PMDB, desde o início, apontou uma
posição para ter candidato próprio e eu não seria personagem para
encaminhar nada”, acrescentou.
Sobre a ausência do ministro do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, na campanha de
Lacerda, por não concordar com a aliança informal firmada entre PT e PSDB
(partido do governador Aécio Neves), Pimentel disse esperar uma mudança
de posicionamento.
“O ministro Patrus é sempre bem-vindo na campanha e
nunca deixou de ser. Ele não quis participar e era um direito dele. Mas
tenho impressão de que as instâncias do PT vão se movimentar nesse
sentido. Agora tem uma chapa de que o PT faz parte e outra que está em
outro campo, que não é o democrático-popular. Então, está relativamente
simples de tomar posição”, argumentou Pimentel.
O pano de fundo das divergências entre Fernando
Pimentel, Patrus Ananias e Hélio Costa é a disputa pelo governo de
Minas Gerais em 2010. Os três são cotados como possíveis candidatos.
Em relação ao segundo turno em BH, Pimentel ainda
defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva permaneça ausente da campanha. “Eu
procuro preservar o presidente de qualquer constrangimento”.
O resultado do primeiro turno, segundo Pimentel, não
representou uma reprovação à tese da parceria entre a gestão municipal
petista e a gestão estadual tucana.
“Não foi desaprovada a tese da aliança. Porque os
dois candidatos que foram ao segundo turno primaram por defender
parceria, convergência entre prefeitura e governo do estado”.
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