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Brasília - O presidente do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto,
afirmou que “convém manter “ as tropas federais no estado do Rio de
Janeiro até o segundo turno. “As eleições
transcorreram em um clima de razoabilidade, com uma outra discussão,
o que não diminuiu em nada o brilho da eleição.
Nós conseguimos confortar psicologicamente e dar efetivas
condições no processo eleitoral a três segmentos:
as comunidades, a imprensa e os candidatos”, avaliou durante
entrevista coletiva na tarde de hoje (6).
Agora, será
feito um novo planejamento para a segunda fase. Ayres Britto afirmou
que já entrou em contato com o presidente do Tribunal Regional
Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Alberto Motta Moraes, que
ficou de se pronunciar formalmente sobre a permanência da Força
Nacional ainda hoje (6). Segundo o ministro, o governador do estado,
Sérgio Cabral, também pediu “explicitamente” para
que as tropas permanecessem.
Para Britto, o caso
mais grave das eleições foi o de Benedito Leite (MA),
em que as eleições foram canceladas depois que um grupo
de pessoas queimou 16 urnas que estavam em uma escola. A nova votação
será no dia 26, junto com o segundo turno.
A cidade contava com a
presença de 11 militares do Exército e 10 policiais
militares para garantir a tranqüilidade das votações.
O ministro não afirmou se serão enviadas tropas
federais para fazer a segurança no município no dia 26.
Britto afirmou que em princípio não vê
necessidade de manter as tropas em outros locais, além do RJ,
mas ressaltou que qualquer cidade pode fazer esse pedido.
“O TSE apreciará
caso a caso cada pedido de requisição. Desde que o
pedido venha bem fundamentado, com justificativa em cima de casos
concretos , com a subscrição do TRE, a tendência
é deferir”, afirmou.
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