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Belo Horizonte - O candidato que se eleger prefeito de Belo Horizonte
nas eleições municipais - Marcio Lacerda (PSB) e Leonardo Quintão
(PMDB) estão no segundo turno - irá administrar um orçamento total de R$
6,1 bilhões em 2009, com R$ 2,8 bilhões para políticas sociais e R$
1,5 bilhão para obras de infra-estrutura urbana e outras como
construção de hospitais e escolas. A prefeitura comporta 12 secretarias
temáticas, nove administrações regionais e 27 mil servidores na ativa,
além de outros 6.400 espalhados por três fundações, quatro autarquias e
quatro empresas da administração indireta.
A menina dos olhos da atual administração é o
programa Vila Viva, voltado para a urbanização e a melhoria das condições
de vida em vilas e favelas. Em 180 locais com essa característica
moram cerca de 500 mil pessoas, o que representa um quarto da população da
capital mineira.
Segundo a secretária municipal de Planejamento,
Orçamento e Informação da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), Maria
Fernandes Caldas, serão investidos R$ 330 milhões em 2009 na
continuidade de intervenções em locais como as vilas São José,
Taquaril, Pedreira Prado Lopes e Aglomerado da Serra. As obras estão
contempladas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo
federal.
“É um novo eixo de intervenção urbanística, com obras
de drenagem, pavimentação, construção de moradias, associadas a ações
de transferência de renda”, afirmou Caldas em entrevista à Agência
Brasil. “Promovemos também a regularização fundiária. Ela formaliza o
cidadão, que passa a ter endereço, nome e registro do imóvel”,
acrescentou.
O orçamento da PBH em 2009 também reserva R$ 220
milhões para as obras do Orçamento Participativo. O programa permite
que de dois em dois anos os moradores de cada regional indiquem
democraticamente as obras prioritárias para suas comunidades. No modelo
atual, é possível até votar pela internet. Em dezembro, deverá ser
concluída a milésima obra do Orçamento Participativo na capital, desde
que o programa foi implantado há 15 anos.
A parceria administrativa da PBH com o governo de
Minas Gerais, que se transformou em um dos temas mais recorrentes no
processo eleitoral, está firmada, segundo a secretária, em bases que
vão além dos discursos políticos do governador Aécio Neves (PSDB) e do
prefeito Fernando Pimentel (PT).
“A parceria não se dá só no campo político, mas
sobretudo nas áreas técnicas. Ela potencializa ao extremo a capacidade
de resolução de problemas, com economia de recursos”, ressaltou Caldas.
Duas grandes obras em que a parceria funcionou foram a Linha Verde,
conjunto de intervenções viárias que agilizou o acesso entre o centro
da capital e o Aeroporto Internacional de Confins, e a ampliação da
Avenida Antônio Carlos, que liga o centro à região norte de Belo Horizonte.
Como um exemplo prático de interação permanente entre
as equipes, ela cita um grupo executivo criado para prevenir
deslizamentos de terras em áreas de risco. Técnicos da prefeitura se
reúnem todas as segundas-feiras com representantes do Corpo de
Bombeiros, da Polícia Militar e de outros órgãos estaduais para
definirem ações no sentido de evitar tragédias.
O segundo turno em BH opõe candidatos com histórias e
estratégias distintas. Quintão é um jovem deputado federal de 34 anos.
Para vencer no dia 26 de outubro, ele promete manter o discurso de
palavras simples e sotaque caipira, além de tentar unir todos os demais
candidatos que deixaram a disputa.
Márcio Lacerda, empresário de 62 anos apoiado pelo
governador tucano Aécio Neves e pelo prefeito petista Fernando
Pimentel, em uma aliança informal entre partidos rivais no plano
nacional, reconheceu que houve acomodação na campanha com a disparada
momentânea nas pesquisas e anunciou que adotará um tom mais agressivo
para responder aos ataques. Ele se diz pronto para o desafio de
confirmar que a aposta de PT e PSDB em sua candidatura não foi em vão.
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