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Elza Fiúza/ABr
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Brasília - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga a pesquisa Indicadores Industriais, referente a agosto. O gerente executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco e o economista da CNI, Marcelo de Ávila, comentam os resultados
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Brasília - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) registrou acomodação do setor em agosto, após dois meses seguidos de crescimento. O faturamento recuou 2,3% em relação a julho. Segundo relatório divulgado hoje (7), as horas trabalhadas tiveram crescimento de apenas 0,1% em relação ao mês anterior. A capacidade instalada ficou em 83,5%, com crescimento de 0,1% no período.
Para o gerente de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, no entanto, esses resultados não são considerados efeito da crise financeira internacional, mas decorrem do efeito calendário, em que agosto teve menos dias que julho e do efeito carregamento, em que os cálculos de desempenho da indústria são feitos com base nos percentuais verificados nos oito primeiros meses do ano, comparados ao mesmo período do ano anterior.
Os efeitos de política monetária e do crédito internacional "tendem a se refletir na indústria de seis a oito meses depois das decisões", segundo Castelo Branco. Ele acredita que só no final deste ano e início de 2009 os indicadores deverão mostrar mudanças mais concretas decorrentes da crise. O economista defende que o Banco Central estabilize a taxa de juros anual (a Selic), pois um novo reajuste sobre os 13,75% hoje em vigor, junto ao impacto da escassez de crédito, poderiam agravar o quadro econômico geral.
Na semana passada, a CNI divulgou a projeção para crescimento da economia neste ano, de 5,5%, e de 3,5% para 2009, já antecipando a efeitos da escassez de crédito internacional. De acordo com Castelo Branco isso se reflete não em falta de dinheiro, mas em custo mais alto para os financiamentos, em vista da incerteza dos agentes financeiros.
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