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Brasília - O diretor executivo do Bradesco, Ademir Cossiello,
desmentiu informações que circularam no mercado de que
alguns bancos estariam paralisando as linhas de crédito direto
ao consumidor. Segundo ele, não existe nenhuma determinação
nesse sentido, pelo menos do Bradesco.
“Não houve paralisia de crédito ao
consumidor. Não houve em momento algum. Por parte do Bradesco
não existe qualquer orientação para a rede ou
para as carteiras, que continuam abertas sem qualquer alteração.
Inclusive no crédito imobiliário”, disse.
Ele também afirmou que ainda é cedo
para saber se está na hora de reduzir o crédito final
ao consumidor, mas não descartou ajustes no mercado por conta
da crise financeira que atinge todas as instituições no
mundo. Segundo ele, os ajustes não comprometeriam as compras
de final de ano.
“O mercado vai ter logicamente que
se ajustar se houve uma redução de recursos
disponíveis. Teremos que estar revendo os prazos
provavelmente. Mas nada que vá atropelar e comprometer,
especialmente, o nosso comércio e as nossas vendas de final de
ano”.
O diretor do Bradesco também
informou que o maior banco privado do país ainda não
assumiu nenhuma carteira de crédito de pequenos bancos com
problemas de liquidez usando recursos do depósito compulsório,
como autorizou o governo, embora tenha admitido que há
problemas para o crédito externo.
Pela nova norma do Banco Central, os
grandes bancos podem usar parte do compulsório para comprar as
carteiras de crédito de pequenas instituições,
em função da falta de dinheiro disponível no
mercado ou pela custo alto para tomar emprestados esses recursos.
Cossiello desmentiu que os grandes
bancos estejam impondo “um custo muito alto” para esses pequenos
bancos na hora de adquirir as carteiras de crédito pois
estariam oferecendo um preço muito pequeno por elas. Segundo
ele, não procede a informação de que estariam
sendo impostas condições. Ele admitiu, porém,
que as condições vão ser ajustadas pelo mercado.
“Isso é uma operação
que os bancos fazem normalmente. O banco [Bradesco] certamente
irá se utilizar dessa prerrogativa dos recursos oriundos do
compulsório”, informou. Ele destacou no entanto que por
enquanto a instituição não tem necessidade de
usar os recursos do compulsório.
“Não necessariamente.
Enquanto se tem caixa, não tem necessariamente que buscar
caixa do compulsório para isso. Por enquanto, não . Mas
certamente poderemos se utilizar dela”.
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