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7 de Outubro de 2008 - 12h16 - Última modificação em 7 de Outubro de 2008 - 12h55


Diretor do Bradesco desmente que bancos estejam paralisando linhas de crédito ao consumidor

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O diretor executivo do Bradesco, Ademir Cossiello, desmentiu informações que circularam no mercado de que alguns bancos estariam paralisando as linhas de crédito direto ao consumidor. Segundo ele, não existe nenhuma determinação nesse sentido, pelo menos do Bradesco.

“Não houve paralisia de crédito ao consumidor. Não houve em momento algum. Por parte do Bradesco não existe qualquer orientação para a rede ou para as carteiras, que continuam abertas sem qualquer alteração. Inclusive no crédito imobiliário”, disse.

Ele também afirmou que ainda é cedo para saber se está na hora de reduzir o crédito final ao consumidor, mas não descartou ajustes no mercado por conta da crise financeira que atinge todas as instituições no mundo. Segundo ele, os ajustes não comprometeriam as compras de final de ano.

“O mercado vai ter logicamente que se ajustar se houve uma redução de recursos disponíveis. Teremos que estar revendo os prazos provavelmente. Mas nada que vá atropelar e comprometer, especialmente, o nosso comércio e as nossas vendas de final de ano”.

O diretor do Bradesco também informou que o maior banco privado do país ainda não assumiu nenhuma carteira de crédito de pequenos bancos com problemas de liquidez usando recursos do depósito compulsório, como autorizou o governo, embora tenha admitido que há problemas para o crédito externo.

Pela nova norma do Banco Central, os grandes bancos podem usar parte do compulsório para comprar as carteiras de crédito de pequenas instituições, em função da falta de dinheiro disponível no mercado ou pela custo alto para tomar emprestados esses recursos.

Cossiello desmentiu que os grandes bancos estejam impondo “um custo muito alto” para esses pequenos bancos na hora de adquirir as carteiras de crédito pois estariam oferecendo um preço muito pequeno por elas. Segundo ele, não procede a informação de que estariam sendo impostas condições. Ele admitiu, porém, que as condições vão ser ajustadas pelo mercado.

“Isso é uma operação que os bancos fazem normalmente. O banco [Bradesco] certamente irá se utilizar dessa prerrogativa dos recursos oriundos do compulsório”, informou. Ele destacou no entanto que por enquanto a instituição não tem necessidade de usar os recursos do compulsório.

“Não necessariamente. Enquanto se tem caixa, não tem necessariamente que buscar caixa do compulsório para isso. Por enquanto, não . Mas certamente poderemos se utilizar dela”.



 


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