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Rio de Janeiro - O ministro das Relações
Exteriores Celso Amorim defendeu hoje (7) a ampliação
do comércio do Brasil com a América Latina e com o Caribe
como forma de diminuir os efeitos da crise financeira mundial. De
acordo com Amorim, nenhum país vai conseguir se "blindar" contra
a crise econômica, mas pode minimizar o impacto dos problemas.
Para isso, no caso brasileiro, ele sugere a expansão do
mercado interno e das relações comerciais, principalmente, com a América Central, por exemplo.
“Hoje temos que fazer
isso [expandir], não só com o mercado interno, mas também com a América Latina e com o Caribe. [Mas com a] América
do Sul em primeiro lugar. Vamos enfrentar a crise, porém vamos sofrer
muito menos do que sofreríamos em outras situações."
Amorim lembrou que há
cinco anos o Brasil foi criticado ao defender a diversificação
da balança de exportações. À época,
os Estados Unidos eram o principal comprador do Brasil, atualmente,
recebe menos de 15% das exportações brasileiras.
“Quando dizemos que tínhamos uma estratégia de
diversificar o mercado brasileiro, isso era visto com desprezo,
ceticismo. Agora estamos colhendo os benefícios”.
Segundo o ministro,
América Latina e Caribe importam 26% dos produtos exportados
pelo país. Sendo 90% deles industrializados. O chanceler Celso
Amorim formalizou hoje a entrada do Brasil como membro
observador do Sistema de Integração Centro-América
(Sica), equivalente ao Mercosul da América Central. Com o
acordo, o Brasil pretende não só fortalecer
parcerias econômicas, mas também trocar tecnologia e
ações de combate à fome e à pobreza.
Matéria alterada pera esclarecimento de informações.
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