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Brasília - O deputado Michel Temer (PMDB-SP) deve oficializar amanhã (8) a sua candidatura à Presidência da Câmara, informou hoje (7) o líder do partido no Senado, Valdir Raupp (RO). Por um acordo fechado na eleição passada, haveria revezamento com o
PT no comando da Câmara e do Senado. Dessa forma, caberia ao PT
presidir o Senado a partir do ano que vem.
Perguntado se o PMDB cumpriria esse acordo, uma vez que já se fala que o partido vai lançar candidato também à presidência do Senado, Valdir
Raupp disse que caberá a direção peemedebista qualquer decisão sobre o
assunto. “Se a direção considerar que esse é o melhor caminho para o
partido, não haverá problema”.
Raupp tem defendido nas reuniões
da direção do PMDB que a sucessão nas duas Casas seja tratada de forma
institucional. Ou seja, que o PMDB tome uma posição oficial sobre o
assunto sem transferir essa prerrogativa às bancadas no Senado e na
Câmara. A eleição para a presidência da Câmara e do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2009.
Coincidência ou não, o PMDB também só pretende tratar de sucessão presidencial em fevereiro de 2009, segundo Raupp. De acordo com ele, há “etapas a serem ultrapassadas” antes de se tratar de composições para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A primeira, de acordo com o peemedebista, é o presidente não participar de qualquer campanha municipal no segundo turno das eleições. Neste ponto, ele acredita que o assunto já está resolvido. A Outra questão refere-se justamente às disputas para as presidências da Câmara e do Senado.Na reunião do Conselho Político, ontem, no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a insistir que a base aliada do governo se fortaleça e vote os projetos do Executivo sem depender da oposição, afirmou Raupp. Também o líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES), é da opinião que sucessão de 2010 não é assunto para esse momento. A seu ver, os resultados que saem das urnas nestas eleições municipais são apenas uma “das variáveis” que resultarão na chapa governista para a sucessão de Lula. Casagrande diz que o candidato deve ter capacidade de “aglutinar as forças aliadas”. Acrescentou que “o candidato ideal” dos governistas será o que apresente condições de garantir, pelo menos, uma disputa em segundo turno com a oposição.
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