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Rio de Janeiro - O resultado da produção industrial brasileira no mês de agosto reflete uma perda de dinamismo da atividade fabril no período. A avaliação é do economista André Macedo, da coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE).
Segundo ele, embora os dados da Pesquisa Industrial Mensal / Produção Física Regional, divulgados hoje (7) pelo IBGE, apontem uma maior predominância de resultados positivos (houve expansão em oito dos 14 locais pesquisados), as quedas foram verificadas em estados com papel importante na estrutura da industrial nacional, como São Paulo e Minas Gerais (ambos com -1,8%), Rio de Janeiro (-2,7%) e Paraná (-4,8%). Juntos, esses estados são responsáveis por aproximadamente 65% do total da indústria nacional.
De acordo com Macedo, as desacelerações verificadas nos setores de alimentação, refino de petróleo e outros produtos químicos foram as principais influências para o resultado. Ele acredita, no entanto, que se trata de um recuo pontual.
“O setor de alimentos já vinha sinalizando há alguns meses taxas negativas e continuou nessa trajetória em agosto. Já os setores de refino e de outros produtos químicos vinham tendo uma seqüência de resultados positivos. Então a conjugação de uma base elevada de comparação com o fato de o mês de agosto ter contado com dias úteis a menos do que no ano anterior podem ajudar a entender esse menor dinamismo no mês”, explicou.
Ele destacou ainda que as quedas verificadas no setor de refino especificamente nos estados de São Paulo e do Paraná foram acentuadas pela paralisação para manutenção realizada em refinarias localizadas nesses locais.
O título foi alterado.
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