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7 de Outubro de 2008 - 14h49 - Última modificação em 7 de Outubro de 2008 - 15h21


Brasil passa a fazer parte de sistema de integração da América Central

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O Brasil pretende, a partir de agora, estreitar relações com os países da América Central, com o objetivo de aumentar as exportações, trocar tecnologia e estabelecer uma agenda social comum. Na manhã de hoje (7), o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, formalizou a entrada do Brasil, como observador, no Sistema de Integração Centro-América (Sica), bloco da América Central equivalente ao Mercosul.

De acordo com o chanceler, o acordo ampliará parcerias com os oito países do bloco. A idéia é aumentar as exportações, atualmente em torno de US$ 2 bilhões, incentivar a instalação de empresas brasileiras na região, com acesso a linhas de crédito por meio do banco de fomento da América Central, trocar tecnologia na área de biocombustíveis e ações de combate à fome e à pobreza.

“Estamos tratando um acordo entre o Mercosul e o Sica, que é algo importante, já há projetos empresariais e de cooperação técnica na área de etanol – sei de um acordo em El Salvador, com certeza – e temos empresas têxteis e de construção civil querendo se estabelecer lá para ter acesso mais fácil ao mercado norte-americano”, exemplificou Amorim.

Sobre o acesso às linhas de crédito do banco da região, o ministro disse que o Brasil entra “até um pouco atrasado” no negócio, do qual já participam México e Argentina. “Participando do banco, existe a possibilidade, de além do financiamento direto, acessar os próprios mecanismos do banco para financiar a maior participação de empresas brasileiras na América Central.”

Ainda de acordo com Amorim, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) também deve ajudar na área de produção de alimentos, nos moldes da parceria que tem com a África e com a Venezuela e, em breve, instalará um escritório na região. “Eles estão realizando uma missão agora justamente para ver qual país tem melhores condições, mas será para o conjunto da América Central”, informou.

O secretário-geral do Sica, Aníbal Quiñones, destacou que a entrada do Brasil no bloco facilitará o diálogo empresarial e político entre os países e, no caso de crises, poderá servir como um espaço de negociações.

No último sábado (4), por exemplo, o presidente do Equador, Rafael Correa, ameaçou nacionalizar um campo da Petrobras. Anteriormente, outra empresa brasileira teve problemas naquele país.

“Sendo o Brasil um país importante do ponto de vista da economia mundial, assume uma liderança com a qual nos faz ter grande esperança”, disse Quiñones, em entrevista. “Em termos gerais, para nós, marca uma clara vocação do Brasil no sentido de respaldar o desenvolvimento dos países da América Latina e, em termos especiais, a vocação em relação aos países da América Central”.

Além do Brasil, fazem parte do Sica como países observadores México, Chile e Alemanha.







 


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