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Brasília - O PSDB, um dos críticos
do número de medidas provisórias editadas pelo
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não vai criar
obstáculos para a aprovação da Medida Provisória
442, editada para atender o sistema financeiro.
O vice-líder do
partido no Senado, Álvaro Dias (PR), afirmou que a MP tem
caráter de relevância e urgência, como determina a
Constituição.
“O presidente da
República pode contar conosco no enfrentamento dessa crise.
Acho isso essencial agora. A crise é de profundidade muito
maior do que o governo procurou desenhar”, disse o senador.
A medida provisória
autoriza o Conselho Monetário Nacional (CMN) a estabelecer
critérios e condições especiais de avaliação
e de aceitação de ativos recebidos pelo Banco Central
em operações de redesconto em moeda nacional ou em
garantia de operações de empréstimo em moeda
estrangeira. Também é facultado ao Banco Central
comprar carteiras de bancos com problemas de liquidez (sem recursos).
Álvaro Dias
disse que a medida provisória nada mais é do que “um
proerzinho”, uma vez que possibilita o socorro a pequenos bancos
que apresentem problemas de liquidez, ao lembrar o Programa de
Reestruturação Financeira (Proer) realizado pelo
governo Fernando Henrique Cardoso, em 1995 e que ajudou instituições
financeiras com problemas de caixa.
O senador tucano
afirmou que dificilmente o seu partido apresentará emendas à
medida provisória, o que poderia dificultar a tramitação
no Congresso.
O presidente do Senado,
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), afirmou que a instituição
deve dar prioridade às votações de medidas
eventualmente encaminhadas pelo governo para preservar a economia
brasileira dos efeitos da crise financeira internacional.
“Acho que tem que se
deter sobre esse assunto, dar prioridade a ele e até deixar
outros assuntos de lado”, afirmou.
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