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7 de Outubro de 2008 - 19h33 - Última modificação em 7 de Outubro de 2008 - 19h33


Paulo Bernardo diz que governo não conta com medidas emergenciais para superar crise

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje (7) que o governo não conta com medidas de emergência para superar os efeitos da crise econômica mundial. O ministro se disse otimista com a posição que se encontra o Brasil nesse momento.

“Somos otimistas, achávamos que íamos crescer 5% e vamos ter quase 5,5%. Temos que ter serenidade, ter confiança. Não adianta achar que temos medidas no bolso para tirar de última hora”, afirmou.

De acordo com o ministro, “a estabilidade que conquistamos, a eliminação de dívidas em dólar, tudo isso é que está beneficiando o Brasil neste momento de crise”.

Paulo Bernardo disse que se está falando muito em crise no Brasil e “parece que estão torcendo para ter crise no país, o pessoal quer crise de todo jeito”.

O ministro afirmou que ainda é muito cedo para fazer uma previsão sobre os efeitos da crise e que no momento não dá para fazer uma revisão na proposta orçamentária encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional.

“Colocamos na proposta os parâmetros que tínhamos de inflação, de crescimento, do dólar, do preço do petróleo. Não tem nenhuma mudança substancial no quadro macroeconômico para fazermos revisão disso agora. Nós temos que ter tranqüilidade”, disse.

Segundo o ministro, se for necessário fazer cortes nas despesas em função da crise, o governo não tem nenhum problema em fazer os cortes. “A orientação do presidente Lula é preservar os recursos da área social e preservar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No restante, se não tiver dinheiro, vamos cortar. O problema é que não dá para ficar falando que vai cortar sem ter convicção de que será necessário”, afirmou.




 


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