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Brasília - O ministro do
Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje (7) que o governo não
conta com medidas de emergência para superar os efeitos da
crise econômica mundial. O ministro se disse
otimista com a posição que se encontra o Brasil nesse
momento.
“Somos otimistas,
achávamos que íamos crescer 5% e vamos ter quase 5,5%.
Temos que ter serenidade, ter confiança. Não adianta
achar que temos medidas no bolso para tirar de última hora”,
afirmou.
De acordo com o
ministro, “a estabilidade que conquistamos, a eliminação
de dívidas em dólar, tudo isso é que está
beneficiando o Brasil neste momento de crise”.
Paulo Bernardo disse
que se está falando muito em crise no Brasil e “parece que
estão torcendo para ter crise no país, o pessoal quer
crise de todo jeito”.
O ministro afirmou que
ainda é muito cedo para fazer uma previsão sobre os
efeitos da crise e que no momento não dá para fazer uma
revisão na proposta orçamentária encaminhada
pelo governo ao Congresso Nacional.
“Colocamos na
proposta os parâmetros que tínhamos de inflação,
de crescimento, do dólar, do preço do petróleo.
Não tem nenhuma mudança substancial no quadro
macroeconômico para fazermos revisão disso agora. Nós
temos que ter tranqüilidade”, disse.
Segundo o ministro, se
for necessário fazer cortes nas despesas em função
da crise, o governo não tem nenhum problema em fazer os
cortes. “A orientação do presidente Lula é
preservar os recursos da área social e preservar o Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC). No restante, se não
tiver dinheiro, vamos cortar. O problema é que não dá
para ficar falando que vai cortar sem ter convicção de
que será necessário”, afirmou.
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