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Brasília - Apesar da
queda contínua nas taxas de fecundidade em todo o país
durante os últimos anos, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea) baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007 revela que os casos de gravidez na adolescência permanecem
altos.
De acordo com o estudo, a diminuição da
fecundidade foi registrada em todos os grupos de idade mas foi menos
intensa entre mulheres de 15 a 19 anos. A tendência foi,
inclusive, de aumento, até o final da década passada.
Em 1992,
para cada mil adolescentes, foram registrados 91 filhos nascidos
vivos. Em 2007, a taxa foi reduzida para 70. Durante todo o período,
os maiores decréscimos foram encontrados nas Regiões
Nordeste e Sul. Já as taxas mais elevadas foram verificadas no
Norte.
Entre as
adolescentes que tiveram filhos durante o período, a Pnad
revela que a maioria já havia
constituído domicílio. No
entanto, a proporção de mães que possuem cônjuges
passou de 55,7% em 1992 para 38% em 2007.
Já
as mães adolescentes que estavam fora de uma união
atingiram o total de 514,6 mil em todo o país – mulheres com
idade entre 15 e 19 anos que já tinham filhos e que viviam
na casa dos pais ou dos avós.
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