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7 de Outubro de 2008 - 18h23 - Última modificação em 7 de Outubro de 2008 - 18h23


Apesar de queda na fecundidade, estudo aponta altos índices de gravidez na adolescência

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Apesar da queda contínua nas taxas de fecundidade em todo o país durante os últimos anos, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007 revela que os casos de gravidez na adolescência permanecem altos.

De acordo com o estudo, a diminuição da fecundidade foi registrada em todos os grupos de idade mas foi menos intensa entre mulheres de 15 a 19 anos. A tendência foi, inclusive, de aumento, até o final da década passada.

Em 1992, para cada mil adolescentes, foram registrados 91 filhos nascidos vivos. Em 2007, a taxa foi reduzida para 70. Durante todo o período, os maiores decréscimos foram encontrados nas Regiões Nordeste e Sul. Já as taxas mais elevadas foram verificadas no Norte.

Entre as adolescentes que tiveram filhos durante o período, a Pnad revela que a maioria já havia constituído domicílio. No entanto, a proporção de mães que possuem cônjuges passou de 55,7% em 1992 para 38% em 2007.

Já as mães adolescentes que estavam fora de uma união atingiram o total de 514,6 mil em todo o país – mulheres com idade entre 15 e 19 anos que já tinham filhos e que viviam na casa dos pais ou dos avós.

 


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