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Brasília - O
Ministério da Saúde autorizou o Sistema Único de
Saúde (SUS) a distribuir o medicamento Raltegravir, um anti-retroviral para
pessoas que desenvolveram multirresistência aos tratamentos
comuns. A decisão da Comissão de Incorporação
de Tecnologias (Citec) já foi ratificada pelo ministro José
Gomes Temporão.
O
diretor-adjunto do Programa Nacional de DST e Aids, Eduardo Barbosa,
afirmou que essa é a 18ª droga a ser incorporada para disponibilização dos usuários.
“Tínhamos 17 drogas que são distribuídas no Sistema Único de Saúde e para todas as pessoas que,
vivendo com o HIV, precisam fazer o tratamento.”
De acordo
com Barbosa, o Raltegravir é uma droga importante para pacientes cujo tratamento falhou e não está respondendo a outras combinações. “Com o Raltegravir [os pacientes] terão
uma nova possibilidade de melhoria de qualidade de vida e da adesão
ao tratamento.”
Segundo
ele, a prescrição será feita a
cada pessoa por seu próprio médico. “Todas as
prescrições seguem a questão da orientação
dos médicos, tem uma série de exames que terá
que ser feito. Esse medicamento é específico, o
paciente estará a partir da indicação do seu
médico tendo passado por outros esquemas terapêuticos”.
Barbosa afirmou que esse medicamento será disponibilizado no SUS a partir do próximo ano. “O medicamento começará a ser
distribuído a partir de janeiro, por conta dos processos de
compra e negociação com o laboratório produtor”.
Para ele,
todos os medicamentos são drogas e interferem no sistema
orgânico. “Cada droga tem as suas variantes e essa também
tem os seus efeitos adversos que não são tão
fortes. É melhor poder contar com uma droga
que possa melhorar e ampliar a sua expectativa de vida do que não
ter essas drogas. Essas 18 drogas trazem problemas que estamos
buscando avaliar e minimizar esses efeitos adversos”.
O diretor
afirmou ainda que a expectativa é que a nova
droga favoreça e melhore a vida das pessoas
que já passaram por tratamentos que não surtiram efeitos. “Inicialmente esperamos atender cerca de 100 usuários com
essa nova droga, mas podemos estender esse número até o final de
2009”, avaliou.
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