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7 de Outubro de 2008 - 19h23 - Última modificação em 7 de Outubro de 2008 - 19h23


Consultor diz que efeitos da crise nos EUA devem atingir todos os países

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Depois do vendaval que passou pelas bolsas de valores de todo o mundo neste início de semana, ficou evidente que as fortes quedas do mercado financeiro refletem perspectivas desfavoráveis para todas as economias. A avaliação é do consultor do Núcleo de Negócios Internacionais da Trevisan Consultoria, Pedro Raffy Vartanian.

Segundo ele, “percebe-se que, de fato, nenhuma economia permanecerá incólume à crise, que já pode ser sentida no Brasil, inicialmente pelo canal do câmbio: variável diretamente conectada com o exterior”.

Vartanian ressalta também que o comércio externo pode ser afetado pela queda na exportação de commodities (produtos básicos com cotação internacional), em decorrência da diminuição na taxa de crescimento do planeta, no ano que vem – notadamente na Europa, Estados Unidos e Japão.

O consultor da Trevisan destaca ainda que a falta de liquidez deve reduzir os investimentos empresariais na medida em que o custo do capital aumenta, devido à crise financeira. Razão porque, segundo ele, o Banco Central do Brasil começou a adotar medidas pontuais para irrigar o mercado com dólares das reservas internacionais.

Com objetivo idêntico, bancos centrais de outros países também anunciaram calendário de ações coordenadas nesta terça-feira, de modo a injetarem mais dólares em suas economias até o final do ano. A intenção geral é aumentar a liquidez interbancária, prejudicada pelo aumento da desconfiança entre os bancos.

O Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos anunciou que as operações de socorro ao sistema bancário de lá vão receber US$ 450 bilhões a mais que os valores já divulgados, e devem atingir o total de US$ 1,35 trilhão. O Banco da Inglaterra anunciou, por sua vez, que vai realizar dois leilões para oferta de dólares ao mercado, no mês de novembro, mas não falou em valores.

O Banco Central Europeu programou sete leilões até o final do ano, com ofertas variáveis de US$ 20 bilhões a US$ 50 bilhões por operação. A autoridade monetária do Japão também informou que vai realizar igual número de leilões em 2008, com ofertas no total de US$ 170 bilhões; e o BC da Suíça determinou a realização de nove leilões menores, com valores entre US$ 4 bilhões e US$ 8 bilhões por operação.




 


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