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8 de Outubro de 2008 - 11h17 - Última modificação em 8 de Outubro de 2008 - 11h34


Stephanes afirma que em curto prazo crise não afetará preços dos alimentos

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, garantiu que a crise internacional e o aumento nas commodities (produtos com cotações no mercado mundial), especialmente do trigo, não vão encarecer os alimentos em curto prazo.

"Acho que, por enquanto, a crise está desvinculada do preço. Não acredito que haja uma reação em curto prazo de aumento em função da crise", disse hoje (8) ao participar de audiência pública no Senado sobre zoneamento agrícola.

Segundo ele, as commodities agrícolas devem ser as últimas atingidas pela crise. "As pessoas vão continuar comendo. Elas vão restringir outros gastos, outras commodities. Principalmente ferro, níquel e aço. O alimento deve ser o último item a ser atingido. A atual demanda vai se manter. Tudo vai manter da produção. Em princípio, a produção deverá ser boa."

O ministro acrescentou que não se pode fazer projeções sobre aumento de preços com o mercado "altamente nervoso". "Não podemos raciocinar com o aumento do dólar, dentro do mercado altamente nervoso no momento. Não há nenhuma razão lógica para que o dólar se mantenha nesse patamar. É possível que, depois de passar o nervosismo, o dólar tenha outro patamar. É difícil raciocinar em cima disso", disse.

Stephanes acrescentou que o plantio está "praticamente assegurado" e que a situação da crise internacional durante a colheita, daqui a seis meses, será avaliada posteriormente. "Vamos continuar plantando. Se faltar crédito, vamos suprir o crédito. Qual será a situação daqui a cinco, seis meses, ninguém consegue prever. Teremos de ver quais mecanismos adotaremos. O plantio está praticamente assegurado. O outro é a questão futura", comentou.



 


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