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Brasília - O presidente da Câmara, deputado Arlindo
Chinaglia (PT-SP), disse hoje (8) que ainda não está definida a data em que o
ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central,
Henrique Meirelles, deverão comparecer à Câmara para discutir a crise
econômica mundial com os parlamentares. Segundo Chinaglia, na reunião
na tarde de hoje, os líderes partidários decidiram transformar em convites, os
requerimentos de convocação dos dois.
Chinaglia informou que, inicialmente, os líderes
pensaram em fazer uma reunião com Meirelles e Mantega com o Colégio de
Líderes, mas que também surgiu a proposta de fazer uma comissão geral
para que eles pudessem falar sobre a crise no Plenário da Câmara, com a
participação de um grande número de deputados.
Em relação às votações, Chinaglia lembrou que, além
das três medidas provisórias e dos três projetos de lei com urgência constitucional que estão
trancando a pauta, já na próxima semana outras três MPs e um projeto de
lei com urgência também passarão a trancar a pauta. Com isso, serão seis MPs e
quatro projetos trancando a pauta de votações da Câmara. Segundo ele, a
falta de acordo de procedimentos para votar essas matérias pode
atrapalhar a votação de proposições de combate à crise econômica.
Chinaglia admitiu que está havendo uma disputa política entre aliados
do governo e da oposição, o que está dificultando as votações.
Os líderes da oposição insistem para que o governo
retire o pedido de urgência constitucional do projeto de lei, que cria o
Fundo Soberano. O projeto é um dos três que está trancando a pauta de
votações. A oposição promete continuar dificultando a liberação da
pauta até que seja retirada a urgência para esse projeto.
“Fundo Soberano, agora, é irresponsável, descabido, é
inconseqüente, nós não podemos discutir Fundo Soberano agora. A decisão
correta é retirar a urgência e avançarmos rapidamente para a aprovação
da MP 442. Essa, sim, é importante para o país”, disse o líder do DEM,
deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (BA).
Enquanto isso, os líderes dos partidos da base
governista insistem que a criação do fundo é importante. “Consideramos
que o fundo torna melhor a economia brasileira e, portanto, vamos
trabalhar para votar o fundo o quanto antes. Esperamos que a oposição
reflua dessa posição e nos ajude a aprovar o fundo, inclusive com
aperfeiçoamentos”, disse o líder do governo, deputado Henrique Fontana
(PT-RS).
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