|
Brasília - Uma campanha para
conscientizar a população dos prejuízos
causados ao consumidor com a formação de cartéis começou
hoje (8) em sete aeroportos brasileiros: Confins, em Belo
Horizonte; Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília; Salgado Filho, em Porto Alegre; Galeão, no Rio de Janeiro; Deputado Luís Eduardo Magalhães, em
Salvador; e Congonhas e Guarulhos, em São Paulo.
Até sexta-feira (10), quem passar por esses aeroportos receberá cartilhas e panfletos com informações e orientações
sobre a prática do cartel.
O
cartel é uma prática em que empresas do mesmo ramo
combinam preços iguais ou muito semelhantes para seus
produtos. A campanha é promovida pela Secretaria de Direito
Econômico e pelo Departamento de Proteção
Econômica e Defesa do Consumidor, ambos do Ministério da
Justiça.
O
ministro da Justiça, Tarso Genro, considera o combate aos
cartéis uma intervenção positiva do
Estado no mercado. “É para fazer o mercado funcionar de
maneira adequada, e não para sufocá-lo. É sabido
que economias em desenvolvimento têm um processo de distorção
dos preços, serviços e mercadorias que prejudica o
consumidor, com a livre concorrência”, afirmou.
A
prática de cartel é considerada crime, punido
com pena de reclusão de cinco anos e multas para a empresa e
para os executivos. Ana Paula informou que o valor da multa para a
empresa é de 30% do valor do faturamento bruto no ano anterior
ao início da investigação. Para os executivos,
fica entre 10% e 50% da multa aplicada à empresa.
Também
podem ser aplicadas, além dessas, penas acessórias como
a publicação da condenação num jornal de
grande circulação e a proibição da
empresa condenada de fazer contratos com a administração
pública.
|