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Brasília - O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva deve editar até o fim do ano um
decreto que prevê a ampliação da rede de atendimento da Previdência Social.
A informação é do ministro da Previdência,
José Pimentel, que se reuniu hoje (9) com o presidente da
Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para tratar do assunto.
A idéia, segundo
o ministro, é fazer com que todas as cidades acima de 20 mil
habitantes tenham um posto da Previdência para facilitar o
atendimento ao cidadão. De acordo com ele, há 715 municípios acima de 20 mil habitantes sem agência da Previdência
Social. Cada unidade custará R$ 550 mil reais.
Na próxima
terça-feira, Pimentel reúne com integrantes da Comissão
Mista de Orçamento para discutir a proposta. Será um
projeto para os próximos três anos incorporado ao Plano
Plurianual (PPA).
A expansão da
rede será incluída no projeto que cria o Cadastro
Nacional de Informações Básicas, “instrumento
básico para a concessão dos benefícios
previdenciários". A idéia é criar também
o Micro-Empreendedor Individual (MEI), proposta destinada lidar com a
aposentadoria de parte do setor que trabalha na informalidade. "Trata
do feirante, da manicure, do pedreiro", explicou o ministro.
O ministro ainda evitou
falar sobre a rejeição da proposta que extingue o Fator
Previdenciário na Comissão de Seguridade Social e
Família nesta semana. A proposta ainda vai passar pelo
plenário da Câmara. O ministro apenas disse que a
extinção do Fator Previdenciário causará
um rombo de R$ 120 bilhões na Previdência até
2050. "Aumentará em 5% do PIB o fim do fator no ano
seguinte. [Além disso], teremos aumento nas despesas
públicas da previdência algo em torno de R$ 120 bilhões
até 2050", disse.
A proposta fixa o
benefício a partir da média aritmética simples
dos salários de contribuição dos meses
imediatamente anteriores ao do afastamento da atividade ou da data da
entrada do requerimento, até o máximo de 36, apurados
em período não superior a 48 meses.
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