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9 de Outubro de 2008 - 21h30 - Última modificação em 9 de Outubro de 2008 - 21h46


Exportações agrícolas crescem 29% no acumulado do ano

Antonio Trindade
Repórter da Rádio Nacional

 
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Brasília - As exportações de produtos agropecuários somaram US$ 55,3 bilhões de janeiro a setembro, apesar da crise no mercado financeiro internacional. O valor representa um aumento de 29,2% em relação ao ano passado, quando o setor exportou quase US$ 43 bilhões.

Os dados são da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Pelo menos para este ano, as expectativas de vendas para o exterior são otimistas. “Revimos nossa projeção para cerca de US$ 72 bilhões em 2008, o que ainda é um recorde para o setor e um excelente resultado para o ano”, estimou o assessor técnico da Comissão Nacional de Comércio Exterior da CNA, Matheus Zanella.

Apesar da recente queda do preço das commodities agrícolas, as exportações de soja aumentaram 71% de janeiro a setembro, somando mais de US$ 15 bilhões. Isso aconteceu porque o preço do produto no mercado externo estava alto no primeiro semestre. Em janeiro, a saca do produto chegou a valer US$ 17 , US$ 7 a mais que no início desta semana.

Segundo a CNA, as vendas de carne, que registraram baixa , no primeiro semestre, com o embargo da União Européia (UE), estão se recuperando. Apesar do volume exportado do produto até setembro ter sido menor que em 2007, o valor acumulado é 25% superior ao mesmo período do ano passado, somando US$ 4,1 bilhões.

Outro fator que contribuiu para o bom resultado do setor agrícola foi o álcool combustível. De janeiro até setembro, o setor exportou US$ 5,5 bilhões, 51,6% a mais que no mesmo período do ano passado. O mercado norte-americano foi um dos principais compradores. A exportação de leite e seus derivados também chama atenção: o crescimento foi de 160%.

Nos próximos meses, a CNA prevê que o ritmo das exportações do agronegócio desacelere. “Esperamos que essa desaceleração não mude o cenário positivo das exportações”, prevê Zanella.

“Os parceiros comerciais se diversificaram bastante. Mercados não-tradicionais da Ásia, como o Oriente Médio, e mesmo da América do Sul, como a Venezuela, estão se tornando cada vez mais importantes. E, no momento de crise, que afeta principalmente, os Estados e a Europa, é bom contar com outros parceiros para continuar tendo um desempenho bom na balança comercial”, afirmou.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior confirmam a diversificação dos parceiros econômicos brasileiros. Em 2007, as exportações somaram mais de US$ 25 bilhões – cerca de 15% do volume exportado no ano passado (US$160,6 bilhões).

Em 2001, as vendas para o mercado norte-americano renderam cerca de US$ 14 bilhões, o equivalente a um quarto de tudo o que foi exportado naquele ano.





 


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