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9 de Outubro de 2008 - 19h53 - Última modificação em 9 de Outubro de 2008 - 19h53


Relator do Orçamento indicará mudanças que poderão ser feitas por causa da crise

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O relator da proposta do Orçamento da União para 2009, senador Delcídio Amaral (PT-MS), começou a adequar o texto para reduzir os efeitos da crise financeira internacional sobre a economia brasileira. Ele informou que o relatório parcial, marcado para ser votado na próxima semana, "é no mínimo cuidadoso" e vai deixar claras as mudanças que poderão ser feitas no caso de a crise internacional afetar os indicadores da economia.

Delcídio Amaral adiantou que no caso de uma readequação do Orçamento, os cortes recairão sobre o custeio da máquina pública e, possivelmente, nas emendas parlamentares.

Ele afirmou que não vai mexer nos recursos previstos para o reajuste do salário mínimo, fixado em R$ 464,72, e a realização das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O Plano Plurianual de Investimentos (PPI) também será preservado, segundo o parlamentar.

O senador considera a decisão do Fundo Monetário Internacional (FMI) de reabrir as linhas de créditos de socorro para os países emergentes um sinal de que "dificilmente alguém ficará blindado para a crise, que tomou conta do mercado financeiro internacional".

Apesar de já se ter uma percepção nítida da gravidade da crise econômica no mercado mundial, ninguém é capaz de avaliar a dimensão dos estragos que ela poderá causar, avaliou Delcídio Amaral. Daí, ele vê a necessidade de se trabalhar com um orçamento conservador capaz de se adequar a um eventual aprofundamento da crise financeira mundial.




 


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