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Brasília - O relator
da proposta do Orçamento da União para 2009, senador
Delcídio Amaral (PT-MS), começou a adequar o texto
para reduzir os efeitos da crise financeira internacional sobre a
economia brasileira. Ele informou que o relatório parcial,
marcado para ser votado na próxima semana, "é no
mínimo cuidadoso" e vai deixar claras as mudanças
que poderão ser feitas no caso de a crise internacional afetar
os indicadores da economia.
Delcídio
Amaral adiantou que no caso de uma readequação do
Orçamento, os cortes recairão sobre o custeio da
máquina pública e, possivelmente, nas emendas
parlamentares.
Ele
afirmou que não vai mexer nos recursos previstos para o
reajuste do salário mínimo, fixado em R$ 464,72, e a
realização das obras do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC). O Plano Plurianual de Investimentos (PPI)
também será preservado, segundo o parlamentar.
O senador
considera a decisão do Fundo Monetário Internacional
(FMI) de reabrir as linhas de créditos de socorro para os
países emergentes um sinal de que "dificilmente alguém
ficará blindado para a crise, que tomou conta do mercado
financeiro internacional".
Apesar de
já se ter uma percepção nítida da
gravidade da crise econômica no mercado mundial, ninguém
é capaz de avaliar a dimensão dos estragos que ela
poderá causar, avaliou Delcídio Amaral. Daí, ele
vê a necessidade de se trabalhar com um orçamento
conservador capaz de se adequar a um eventual aprofundamento da crise
financeira mundial.
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