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Brasília - Fiscais
do Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade (ICMBio) começarão na próxima
semana a revisitar as fazendas instaladas no interior da Estação
Ecológica da Terra do Meio (PA) para verificar se há
ainda criação ilegal de gado na unidade de conservação.
A informação é do coordenador de Proteção Ambiental do instituto, Paulo Carneiro.
Após
a Operação Boi Pirata, deflagrada em junho pelo
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama), cerca de três mil cabeças foram vendidas em
leilão e a Justiça determinou que todos os
proprietários de fazendas na região retirassem os
rebanhos da área até setembro.
O
Ministério Público Federal no Pará pediu o
levantamento ao ICMBio para que, em caso de descumprimento, a Justiça
determine a apreensão imediata e um novo leilão para
venda dos chamandos "bois piratas".
“Estamos
trabalhando junto com o MPF, já recebemos a recomendação
e estamos fazendo esse levantamento”, afirmou Carneiro.
O
coordenador estima que cerca de 10 mil cabeças de gado
irregular ainda são mantidas na estação
ecológica. “A informação que temos é
que 80% do rebanho que existia nessas 14 propriedades foi retirado,
mas ainda restam propriedades que têm rebanho”,
apontou. De acordo com o Ibama, antes da primeira apreensão,
em junho, cerca de 40 mil cabeças de gado ilegal eram criadas
na Terra do Meio.
“A
maioria do gado que saiu foi para APA [Área de Proteção
Ambiental] Triunfo do Xingu, unidade de conservação
estadual, que permite uso agropecuário. Mas afirmar que 100%
do gado [retirado] está em área legal, a gente
não tem como afirmar ainda”, ponderou.
A equipe
permanente de dez agentes de fiscalização do ICMBio e
Ibama será reforçada para o levantamento, adiantou
Carneiro. Policiais militares do estado garantirão a segurança
dos fiscais nas vistorias. “Duas aeronaves do Ibama serão
utilizadas também”, acrescentou.
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