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Brasília - O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva vetou integralmente o projeto de lei que
dispõe sobre a adição de farinha de mandioca
refinada, de farinha de raspa de mandioca ou de fécula de
mandioca à farinha de trigo e seus derivados, adquiridos pelo
Estado. Fica vetado também o regime tributário especial
para a farinha de trigo misturada.
A mensagem de veto,
encaminhada ao presidente do Senado, está publicada na edição
de hoje (9) do Diário Oficial da União. Uma das
justificativas apresentadas por Lula para a rejeição é
a dificuldade que o Poder Público teria para comprovar que o
produto a ser adquirido tenha a composição proposta, o
que resultaria no encarecimento da farinha.
“Como a produção
será distinta quando destinada ao governo e ao mercado
tradicional, os moinhos terão que preparar lotes específicos,
o que tenderá a aumentar o custo e o preço do produto”,
explica o texto.
Outro ponto colocado é
que, com a participação pouco expressiva do Estado no
total de compras do produto no mercado, os benefícios da
proposta não seriam alcançados. O projeto prevê
que para o setor público a adição seria
obrigatória e opcional para o setor privado.
Quanto a o regime
tributário especial, a mensagem explica que a farinha de
trigo, tanto no estado puro, quanto misturada ou associada a outras
matérias, já se encontra desonerada da contribuição
de PIS/Pasep e da Cofins.
“O Artigo 12 do
projeto, que propõe que a venda de farinha de trigo seja
subsidiada por meio de tributação reversa, tornando a
aquisição de um produto já totalmente desonerado
em sua cadeia de produção em um meio de obtenção
de incetivos fiscais na forma de créditos tributários é
uma forma de concessão de subsídio que exige
observância do Artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal”.
Os Ministérios
da Agricultura, da Justiça e da Fazenda foram consultados e se
manifestaram contrários ao projeto de lei, de acordo com a
mensagem de veto.
O Brasil importa grande
parcela do trigo consumido internamente. A intenção do
projeto era, com a adição de farinha de mandioca a
farinha de trigo, diminuir a dependência do trigo importado e,
assim, reduzir o preço de produtos como o pãozinho.
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