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Brasília - O Diário Oficial
da União que circula amanhã (10) deverá publicar
300 portarias do Ministério da Saúde destinando R$ 1,56
bilhão para os estados, o Distrito Federal e cerca de 400
municípios.
De acordo com o
ministro da Saúde, José Gomes Temporão, os
recursos vão compor o teto financeiro dos estados e municípios
para a implementação de políticas de saúde
onde há maior demanda, como o credenciamento de leitos de UTI,
o aumento da oferta de hemodiálise, o tratamento de câncer
e para os serviços de atenção básica da
saúde e hospitais universitários.
Parte dos recursos vai
custear também o reajuste de tabelas de alguns procedimentos
médicos e cirurgias eletivas.
Temporão disse
que não há risco de o dinheiro ser desviado pelos
executivos municipais e estaduais, pois “é verba carimbada,
com destinação específica, que vai ser auditada
pelos órgãos de controle, os Tribunais de Contas, os
controles de gestão participativa e o Ministério
Público”.
O ministro da Saúde
disse que a liberação do dinheiro, que é parte
de R$ 2 bilhões bloqueados do orçamento do ministério
de 2008, envolveu “uma luta dura, com muita negociação,
mas tivemos argumentos robustos sobre a necessidade da liberação,
que acabou acontecendo”.
Vão ser
empregados R$ 230,5 milhões para habilitação de
195 projetos de cirurgias eletivas, como catarata, ortopedia,
vasectomia, laqueadura tubária e hérnia. A previsão
do Ministério da Saúde é de que serão
beneficiadas 105,4 milhões de pessoas de 205 municípios
com esses procedimentos. Para a área de tratamento do câncer
serão investidos R$ 157,6 milhões e para programas
destinados a pessoas com deficiência foram assegurados R$ 52
milhões.
O programa Olhar Brasil
vai receber R$ 443 mil para a realização de exames e
confecção de óculos para idosos e estudantes da
rede pública de ensino, o que será feito em parceria
com o Ministério da Educação.
Vão ser
empregados R$ 48,5 milhões na implantação de 427
leitos de UTIs, R$ 90,4 milhões para corrigir valores de
procedimentos de hemodiálise, R$ 117,3 milhões na
revisão de contratos para reestruturação dos
hospitais de ensino, R$ 16 milhões para incentivo à
realização de testes de HIV e de sífilis e R$
814 mil para o credenciamento de serviços de atendimento a
doentes soropositivos.
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