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Antônio Cruz/ABr
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Brasília - O ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), dá entrevista hoje (9), a emissoras de rádio, no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), durante o programa Bom Dia Ministro.
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Brasília - Ao
comentar o combate à exploração infantil no
país, o ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos
(SEDH), Paulo Vannuchi, disse hoje (9) que a prática é
antiga e que não pode ser vencida “da noite para o dia”.
O
ministro disse que está confiante no avanço do combate desse crime, principalmente em regiões
de fronteira – como em Mato Grosso do Sul, por exemplo. Segundo ele, é necessário
investir em articulações com países
vizinhos e dentro do próprio governo.
“[É preciso] insistir em uma articulação de todas
as forças. Chamar os governos estadual, municipal, federal e as
autoridades públicas para enfrentar um problema que existe há
muito tempo, um tipo de vergonha nacional", disse ao participar do programa Bom Dia, Ministro nos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
De acordo
com Vannuchi, muitos brasileiros ainda convivem com a violência
sexual de crianças dentro do próprio lar. A família,
segundo ele, deve ser reconhecida como “o reduto mais fundamental
e sagrado de defesa da vida e dos direitos das crianças”.
Ele citou casos em que as próprias mães de meninas
menores de idade tinham conhecimento da exploração
das filhas, mas passaram décadas em silêncio.
“A
prostituição é um problema sempre mas, acima dos
18 anos, são pessoas adultas e responsáveis perante a
lei. Abaixo dos 18 anos se trata de uma violação insuportável de
direitos humanos. É preciso que toda a sociedade ajude a
coibir."
Em referência à possibilidade de agravar a punição
em casos de exploração infantil e também de
pedofilia, Vannuchi avaliou que “as penas já são
muito elevadas” e que o país precisa “partir
para a certeza da punição”, por meio de mudanças
no Poder Judiciário.
“No
Brasil, a morosidade se constitui em um dos mais graves desafios para
a afirmação dos direitos humanos. Além da mídia,
o parceiro mais importante é o membro do Judiciário.
Ainda existe essa posição de um juiz que sabe que o
problema existe mas retarda a tomada de decisões. Quando os
juízes e procuradores se engajarem nessa ações, não
haverá mais impunidade.”
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