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Brasília -
A
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
(CNA) reduziu a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto
(PIB) do agronegócio em 2008 de 12% para 9,5%. A entidade
informa que, caso os preços das commodities continuem a
cair, e a crise mundial confirme o “arrocho” na oferta de
crédito, haverá desaceleração ainda este
ano.
Até mesmo a valorização
do dólar pode ser uma preocupação para o setor.
“A elevação do dólar frente ao real pode não
compensar o aumento dos insumos”, afirma a assessora técnica
da CNA, Rosemeire Santos. Para ela, a disparidade entre preços
agrícolas e custos de produção, como acorreu em
2004 e 2005, pode trazer conseqüências graves de renda,
com o agravante, desta vez, de uma escassez de crédito para
financiamento da produção.
“A diminuição da
oferta de crédito já vinha ocorrendo, mas se agravou
com a crise”, disse Rosemeire. Em relação à
cotação do dólar, ela considera que um ponto de
equilíbrio estaria em torno de R$ 1,80. Hoje a moeda americana
fechou cotada a R$ 2,17, após mais dois leilões
realizados pelo Banco Central.
Apesar desses impactos previstos, a
estimativa da CNA mostra que o desempenho do agronegócio em
2008 ainda será muito positivo. O PIB vai superar em cerca de
9,5% a marca de R$ 582,6 bilhões de 2007, quando apresentou
crescimento de 7,88% em relação ao ano anterior.
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