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12 de Outubro de 2008 - 12h24 - Última modificação em 12 de Outubro de 2008 - 12h24


Brasil vai sediar congresso mundial sobre exploração sexual infantil

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O Brasil vai sediar em novembro o 3º Congresso Mundial de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, no Rio de Janeiro. De acordo com a subsecretária da Criança e do Adolescente da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), Carmem Oliveira, serão abordados a cooperação internacional e os novos cenários desse crime, como a pedofilia na internet e o turismo sexual em tempos de globalização.

“Cerca de 3 mil pessoas devem participar do evento, sendo metade brasileiros e metade congressistas internacionais, além de adolescentes de vários países”, afirma a subsecretária.

De acordo com ela, a experiência brasileira de combate à pedofilia inclui um apoio interministerial, no qual os Ministérios do Turismo, do Desenvolvimento Social agem em conjunto com a SEDH e a Polícia Rodoviária Federal. “Mas a gente só consegue avançar se tivermos o apoio dos estados e municípios para implementar as políticas públicas”, ressalva Carmem.

Nesse ponto, segundo ela, é importante responsabilizar autoridades envolvidas com a exploração sexual de crianças e adolescentes, como aconteceu recentemente em Roraima. Lá a Polícia Federal prendeu o procurador-geral do estado e um major da Polícia Militar, durante a Operação Arcanjo.

“Hoje nós temos uma cultura que coloca a vítima como um problema. Muitos acusados tentam se defender em seus depoimentos dizendo que a criança ou o adolescente abusado o seduziu. Nós temos que trabalhar com uma rede de proteção à vítima”, explica Carmem.

O perfil das crianças que sofrem exploração sexual, segundo ela, varia de acordo com a região. Nos locais mais isolados, como a Amazônia ou os garimpos, a faixa etária é menor, mas o perfil quase sempre está ligado à pobreza. Apesar de as meninas ainda serem maioria e de não haver dados precisos sobre quantas crianças e adolescentes estão nessa situação, a subsecretária garante que muitos meninos são explorados sexualmente.

“Temos uma negação social sobre as crianças do sexo masculino na exploração sexual, mas ela é visível nas ruas, nos hotéis”, conclui Carmem.


 

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