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Brasília - Para solucionar o
déficit de professores nas escolas e melhorar a formação
desses profissionais, o Ministério da Educação (MEC)
lançou hoje (10) o Sistema Nacional Público de Formação
de Professores. O objetivo é
garantir um padrão de qualidade aos cursos de formação
de docentes e aproximar os currículos das graduações
à realidade das salas de aula. O ministro Fernando Haddad estimou anteriormente que o sistema formará 100 mil professores por ano.
O sistema vai abranger
a formação inicial e a continuada de professores de
educação básica da rede pública de
ensino. Considerando-se apenas as disciplinas básicas, como
português e matemática, o déficit de professores
no país chega a 253 mil. Para disciplinas específicas,
como filosofia e sociologia, estimativas indicam que serão
necessários 107 mil docentes, em cada uma das disciplinas, para atender apenas o ensino médio.
Segundo o MEC, o novo
sistema está articulado com universidades federais, estaduais
e centros federais de educação tecnológica para
garantir a oportunidade de acesso dos professores da rede pública
a “cursos qualificados de licenciatura e especialização”.
A principal meta é aumentar o percentual de professores da
escola pública formados em instituições
públicas, que hoje é de cerca de 30%.
A formação
inicial de professores será feita, prioritariamente, em cursos
presenciais. Mas, de acordo com o ministério, os cursos de
graduação à distância da Universidade
Aberta do Brasil (UAB) serão importantes dentro do sistema
por causa da possibilidade de atender grande quantidade de pessoas em todas
as regiões do país.
O novo sistema
funcionará em regime de colaboração entre União,
estados e municípios. Em cada estado e no Distrito Federal
serão instituídos fóruns permanentes de apoio à
formação do professor. Eles serão formados pelos
secretários estaduais de educação,
representantes das secretarias municipais, do MEC, da
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação
(CNTE), dos conselhos municipais e estaduais de educação,
além de dirigentes das universidades.
Cada fórum
deverá elaborar seu plano estratégico, com metas
quantitativas e qualitativas, além de um diagnóstico
das necessidades de cada região. Ele deverá conter
ainda a definição das ações e atribuições
de cada gestor. A partir da análise dos planos, o MEC apoiará
as ações com ajuda financeira aos estados, municípios
e às instituições de educação
superior públicas que quiserem implementar programas e cursos
de formação. Também está prevista a
concessão de bolsas de estudo e pesquisa.
A Capes também
terá papel importante no novo sistema. Sua função
será incentivar a formação por meio de programas
de iniciação à docência e concessão
de bolsas a estudantes matriculados em cursos de licenciatura de
graduação plena.
De hoje até 24
de novembro, a minuta do decreto que criará o sistema será
submetida a consulta pública. O documento está
disponível no site do MEC. As sugestões de mudança
ou aperfeiçoamento serão avaliadas pelo Conselho
Técnico-Científico da Educação Básica
e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior (Capes).
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