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Brasília - O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva defendeu hoje (10), em entrevista a
agências de notícias, a liberdade de expressão na
internet. Mas na avaliação
do presidente, a internet precisa de regras para impedir, por
exemplo, crimes de pedofilia.
“Vamos ter cuidado e
estabelecer regras para que você não possa fomentar
coisas como a pedofilia na internet ou outras coisas mais
graves. Mas do ponto de vista da comunicação, da
liberdade de expressão, temos que agradecer a existência
da internet porque ela deixou tudo mais antigo e
ultrapassado”, disse. Lula contou que quase não acessa sites, deixa esse trabalho
para a assessora Clara Ant. “Quando deixar a Presidência, vou
acessar tudo que não fiz”, disse.
Apesar de
achar a rede mundial de computadores um meio de comunicação
revolucionário, o presidente afirmou que usa pouco, mas já
arriscou baixar músicas.
O presidente revelou que baixou três músicas pela rede mundial de
computadores: Viola Enluarada, de Paulo Sérgio e Marcos
Valle, e O Comedor de Gilete, de Carlos Lyra e Vinicius de
Moraes, com a interpretação de Ary Toledo, para
presentear o governador do Ceará, Cid Gomes; e outra para dar
a Jaques Wagner, governador da Bahia.
“Eles que são
mais jovens nunca ouviram essas músicas e queria dar a eles”,
disse.
O presidente reconheceu
que a facilidade em baixar músicas prejudica as gravadoras de
CD e DVD. “Não sei como os donos das produtoras vão
sobreviver nesse mundo libertário que a internet
possibilita às pessoas. Não sei se estão
exigindo alguma regulamentação, mas em algum momento
alguém vai começar a chiar em relação a
isso. Outro dia estava pensando, a pessoa tira todas as músicas
que ele quiser na internet e aí as pessoas ficam
discutindo a pirataria, ou seja, a pessoa tira dentro de casa”,
afirmou.
Ao ser questionado se o
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi antidemocrático em
limitar a propaganda dos candidatos na internet, Lula
respondeu: “Se você fosse candidato e tiver sendo vítima
da internet, com certeza você concordaria [com o
TSE]. Se você for um cidadão brasileiro ou um
presidente da República, que ama a liberdade de expressão
e de comunicação, achamos que precisamos cuidar, da
melhor maneira possível, para que os meios de comunicação
funcionem de forma mais aberta possível e com a maior
responsabilidade possível”.
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