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10 de Outubro de 2008 - 13h32 - Última modificação em 10 de Outubro de 2008 - 13h32


Reforma psiquiátrica fez do Brasil referência em saúde mental, avalia Opas

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O consultor da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Luiz Codina, afirmou hoje (10) que o Brasil é tido como referência em saúde mental quando considerados os avanços após a chamada reforma psiquiátrica. Ao participar do anúncio da criação de 93 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e da publicação de um edital para financiar ações relacionadas à redução de danos à saúde por uso de álcool e outras drogas, ele chegou a avaliar que o país encontra-se “em outro patamar de desenvolvimento” quando comparado às demais nações do continente.

“O processo de organização dos usuários, das famílias, a participação nos Caps [Centros de Atenção Psicossocial], nos NASF [Núcleos de Apoio à Saúde da Família], os avanços do Programa de Volta para Casa, a redução de danos – todo esse conjunto de ações está sendo um exemplo a seguir em vários países da região”.

Segundo Codina, o Brasil pretende firmar um termo de cooperação com o Paraguai para apoiar a reforma psiquiátrica no país vizinho. Uma das revistas de maior renome na área, The Lancelot, segundo ele, fez referência às ações brasileiras em saúde mental como exemplos a serem seguidos. Dados como a redução de leitos psiquiátricos nos últimos seis anos de 52 mil para 39 mil são apontados como grandes destaques.

“Mas essa redução de leitos vai também acompanhada por uma série de processos sociais de apoio porque não é só fechar os leitos e adeus. Tem que ter um suporte, como tem aqui no Brasil, a todo esse pessoal que não está mais institucionalizado no manicômio ou em hospitais mas que tem um espaço social e que tem uma vida praticamente normal em sua comunidade.”

Ele reforça, entretanto, que o caminho para melhorias na saúde mental ainda é longo, sobretudo diante do alto grau de complexidade dos problemas diagnosticados e da dificuldade de reinserção social dos pacientes em âmbito municipal. O desafio brasileiro, segundo Codina, é ampliar a reforma psiquiátrica.

“É uma redução lenta, estruturada, para que essa pessoa possa voltar em um espaço social adequado e com algum tipo de suporte. É um processo lento, que requer muito suporte financeiro.”

 


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