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11 de Outubro de 2008 - 16h03 - Última modificação em 11 de Outubro de 2008 - 16h02


Veículo blindado da PM é usado para brincadeiras de criança no Rio

Cristiane Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O veículo blindado da Polícia Militar (PM), conhecido como Caveirão, que é usado em operações contra traficantes de drogas em favelas da cidade, hoje (11) foi usado para brincadeiras de criança no pátio do 22º Batalhão da corporação, no Complexo de Favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro.

Na véspera do Dia da Criança, o 22º Batalhão abriu os portões para um evento de cidadania e cultura, com direito à distribuição de lanches. A Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal apresentou números clássicos e um grupo de bailarinas mirins dançou o Lago dos Cisnes. “Estamos levantando uma bandeira de paz para mostrar à população que segurança pública não é apenas ação policial", disse o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.

Segundo ele, durante muito tempo, o cidadão do Rio de Janeiro ficou longe do serviço que o estado deveria apresentar a ele. "A gente, de uma certa forma, tenta resgatar isso. Temos que mostrar que segurança pública também se faz ao som de um violino”, resumiu o secretário.

O projeto Batalhão Cidadão tem a parceria das secretarias de Saúde, Assistência Social e Cultura. Os moradores podem, por exemplo, tirar documentos como carteira de identidade e de trabalho; obter orientações jurídicas e de defesa do consumidor; medir a pressão arterial e taxa de glicose, fazer exame oftalmológico e ainda receber doses de vacina tríplice e contra rubéola. Há ainda corte de cabelo e atendimento odontológico para crianças.

A dona de casa Josilene Marques, de 52 anos, levou os quatro filhos para o evento. Enquanto os dois maiores tiravam a carteira de identidade, os menores cortavam o cabelo. Ela aproveitou para fazer o exame oftalmológico e ganhou os óculos. “A gente, como é muito humilde, precisa dessa atenção. Eu acho que deveria ter sempre essa atividade para ajudar os moradores das comunidades carentes”, disse Josilene.

Foi a terceira edição do projeto Batalhão Cidadão. A primeira, em julho, reuniu cerca de 4 mil moradores de comunidades no entorno do 14º Batalhão, em Bangu. Na segunda, no 16º Batalhão, em Olaria, foram registrados cerca de 3.500 atendimentos nas tendas.

De acordo com Beltrame, mais uma ação como essa deve ser realizada até o final do ano, em outro batalhão da cidade.



 


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