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Brasília - A Câmara dos
Deputados aprovou na noite de hoje (14) a Medida Provisória
436, que dispõe sobre a tributação das chamadas
bebidas frias (cerveja, refrigerante e água). A MP adia de 1°
de outubro deste ano para 1° de janeiro do ano que vem as novas
regras de tributação previstas para os produtores
regionais dessas bebidas.
A medida provisória
estabelece que a cobrança será feita com base em
alíquotas incidentes sobre o valor de referência,
expresso em reais ou em reais por litro. De acordo com o relator da
MP, deputado Odair Cunha (PT-MG), ao prever a cobrança do IPI,
Pis e Cofins de acordo com o preço de venda da bebida,
está se promovendo justiça fiscal e tributária
entre grandes e pequenos produtores de bebidas.
Mesmo aprovando o texto
principal, a votação dos destaques que visam alterar o
texto da MP foi adiada para amanhã, já que o quórum
era insuficiente.
Durante toda a tarde e
noite, a oposição obstruiu a votação da
medida provisória na tentativa de conseguir que o governo
retire a urgência constitucional para votação do
projeto de lei que cria o Fundo Soberano do Brasil (FSB). Os
governistas insistem na manutenção da urgência
para votação
do projeto.
A oposição
promete continuar obstruindo as votações das medidas
provisórias para forçar a retirada da urgência
para o Fundo Soberano. Além dos destaques dessas MP, ainda
trancam a pauta outras quatro medidas provisórias e quatro
projetos de lei que estão com urgência constitucional
vencida.
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