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15 de Outubro de 2008 - 09h43 - Última modificação em 15 de Outubro de 2008 - 09h43


Chefes de governo de Índia, Brasil e África do Sul pensam em medidas para se defender da crise

Vitor Abdala
Enviado especial

 
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Nova Delhi (Índia) - Os chefes de governo do grupo Ibas (Índia, Brasil e África do Sul) decidiram hoje convocar uma reunião de urgência dos ministros da Fazenda e Comércio, além dos presidentes dos Bancos Centrais dos três países, para discutir medidas conjuntas que possam evitar que a crise financeira internacional os atinja de forma mais intensa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro ministro indiano Manmohan Singh, e o presidente da África do Sul, Kgalema Motlanthe, participam hoje da reunião de cúpula do Ibas em Nova Delhi.

“A crise pode chegar aos países emergentes? Se houver uma recessão profunda no União Européia e nos Estados Unidos, pode, porque eles são compradores e nós somos vendedores. Por isso precisamos diversificar as nossas relações comerciais. Brasil e Índia ainda não exploram 10% de seu percentual. Brasil e África do Sul estão muito longe [de seu potencial]”

Lua disse que é preciso fortalecer o mercado interno, não paralisar nenhuma obra de infra-estrutura em andamento e esperar que o “dinheiro que está escondido apareça para garantir a liquidez no sistema financeiro internacional”.

Lula voltou a pedir maior regulamentação no sistema financeiros dos países ricos. Ele disse que espera, por exemplo, que o Fundo Monetário Internacional (FMI) “diga aos Estados Unidos” qual o limite para o funcionamento das instituições, e que os Bancos Centrais desses países determinem limites para o funcionamento dos bancos de investimentos.

“A primeira vez que eu falei do subprime [sistema de empréstimos por hipoteca que tem sido apontado como responsável pelo desencadeamento da crise financeira nos Estados Unidos] foi em setembro de 2007. Já estamos em outubro de 2008 e somente nas últimas duas semanas é que os principais líderes da Europa e dos Estados Unidos assimilaram que [havia] uma crise nos seus países”.



 


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