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Nova Delhi (Índia) - Os chefes de governo do
grupo Ibas (Índia, Brasil e África do Sul) decidiram
hoje convocar uma reunião de urgência dos ministros da
Fazenda e Comércio, além dos presidentes dos Bancos Centrais dos
três países, para discutir medidas conjuntas que possam
evitar que a crise financeira internacional os atinja de forma mais
intensa.
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, o primeiro ministro indiano Manmohan
Singh, e o presidente da África do Sul, Kgalema Motlanthe,
participam hoje da reunião de cúpula do Ibas em Nova
Delhi.
“A crise pode chegar
aos países emergentes? Se houver uma recessão profunda
no União Européia e nos Estados Unidos, pode, porque
eles são compradores e nós somos vendedores. Por isso
precisamos diversificar as nossas relações comerciais.
Brasil e Índia ainda não exploram 10% de seu
percentual. Brasil e África do Sul estão muito longe
[de seu potencial]”
Lua disse que é
preciso fortalecer o mercado interno, não paralisar nenhuma
obra de infra-estrutura em andamento e esperar que o “dinheiro que
está escondido apareça para garantir a liquidez no
sistema financeiro internacional”.
Lula voltou a pedir
maior regulamentação no sistema financeiros dos países
ricos. Ele disse que espera, por exemplo, que o Fundo Monetário
Internacional (FMI) “diga aos Estados Unidos” qual o limite para
o funcionamento das instituições, e que os Bancos Centrais desses países determinem limites para o funcionamento
dos bancos de investimentos.
“A primeira vez que
eu falei do subprime [sistema de empréstimos por
hipoteca que tem sido apontado como responsável pelo
desencadeamento da crise financeira nos Estados Unidos] foi em
setembro de 2007. Já estamos em outubro de 2008 e somente nas
últimas duas semanas é que os principais líderes
da Europa e dos Estados Unidos assimilaram que [havia] uma
crise nos seus países”.
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