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15 de Outubro de 2008 - 13h31 - Última modificação em 15 de Outubro de 2008 - 13h31


Investidor foge de operações de risco por temer recessão mundial

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - Os investidores do mercado acionário brasileiro passaram hoje (15) a demonstrar a mesma desconfiança verificada nas bolsas do exterior sobre os efeitos da crise financeira internacional. Os negócios na BM&FBovespa, fecharam o período da manhã em acentuada queda depois de se manter dois dias em alta. O principal índice do mercado, o Ibovespa, que reúne 66 papéis mais negociados, atingiu 7,61% de queda com 38.401 pontos.

O volume financeiro alcançou R$ 2,6 bilhões com 136.299 títulos. As maiores altas foram : Aracruz PNB, Lojas Renner ON e Eletrobrás PNB. As baixas mais significativas ficaram com a Vale do Rio Doce ON, Bradespar PN e Sabesp ON.

A moeda norte-americana estava cotada a R$ 2,19 ante R$ 2,09, no dia anterior. O economista-chefe da Corretora Souza Barros, Clodoir Vieira, explicou que passada a euforia de dois dias – quando todos apostavam na eficácia dos planos de combate a crise adotados pelos bancos centrais dos principais países – surgiu um novo temor: a possibilidade de uma desaceleração na fome do “dragão que vem engolindo todo mundo”.

Segundo ele, ontem (14) circularam “notícias ruins indicando a possibilidade de resultados abaixo do esperado na economia mundial” e isso influenciou nas decisões de vendas dos papéis de risco.

“A preocupação maior é com a perspectiva de uma desaceleração na China, país que vem empurrando as outras economias”. Embora não existam ainda fatos concretos, há um detalhe que chama a atenção, de acordo com Clodoir Vieira, que é o fato de o país asiático ser grande detentor de títulos públicos do Tesouro norte-americano. As sobras de dinheiro chinês foram concentradas nesses títulos, situação que o economista classifica como “o comunismo salvando o capitalismo”.





 

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