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Nova Delhi - O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva disse hoje (15) que o Banco Central
tomará o depósito compulsório de volta, caso os
bancos beneficiados com a suspensão do pagamento não garantam liquidez ao
mercado financeiro. A afirmação foi feita em Nova
Delhi, onde participou da 3ª Reunião de Cúpula do
Ibas – grupo que reúne Índia, Brasil e África do Sul.
Sobre a medida do banco
de injetar até R$ 100 bilhões no mercado, o presidente
disse que “o BC só vai liberar o dinheiro na medida em que
houver a concessão do empréstimo [pelos bancos]”.
O presidente disse
ainda que o governo não vai ajudar diretamente as empresas que
enfrentarem dificuldades por causa da crise. O que poderá ser
feito é um empréstimo bancário. “Quem tomar
dinheiro, será emprestado [diretamente com os
bancos]”. Mais cedo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse que o governo brasileiro está atento para o caso de os
exportadores precisarem de ajuda para enfrentar a crise.
Lula comentou também
os prejuízos de empresas brasileiras que investiram em
dólares. Segundo ele, “todas as empresas que apostaram e
perderam têm que arcar com as responsabilidades. Obviamente que
o Brasil estará disposto a criar condições para
que o sistema financeiro empreste dinheiro pela lógica de
mercado”.
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