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Brasília - O deputado federal Luis
Carlos Heinze (PP-RS) disse hoje (17), em entrevista à Agência Brasil, que há uma generalização
do termo “trabalho escravo” ou “trabalhadores em situação
degradante”, que não é bom para o Brasil. “Há
condições subumanas, com certeza, que devem ser
combatidas, mas não é a realidade da grande parte da
agricultura brasileira”, disse.
Entidades da sociedade
civil organizaram hoje um ato nacional pela aprovação
da proposta de emenda à Constituição (PEC
438, de 2001), que prevê penas mais rigorosas para os
exploradores do trabalho em condições análogas à de escravo. Entre elas, a expropriação de imóveis
(rurais e urbanos) de quem cometer o crime. O deputado, no entanto, disse que é
preciso ter “bom senso” e fazer alterações na PEC.
“Há aberrações
[na PEC], que estão sendo exageradas. Tem que ter azulejo na casa, tem que
ter coisas que nem a casa do próprio proprietário tem”,
afirmou. Segundo Heinze, a generalização do termo
"trabalho escravo" prejudica a imagem dos agricultores brasileiros no mundo. “Quando
vamos vender para o exterior, tudo isso é considerado: que no
Brasil se derruba a Floresta Amazônica para produzir, utilizam
trabalho escravo etc.”
A PEC do trabalho escravo
tramita há sete anos na Câmara e está pronta para
ir ao plenário. Caso seja aprovada, precisará ser
votada no Senado, e só depois promulgada pelo Congresso Nacional.
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