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Brasília - O processo
eleitoral deste ano para escolha dos 5.563 prefeitos termina amanhã (26), com a eleição de
30 chefes de Executivo de cidades com mais de 200 mil eleitores. Entre elas, 11 capitais: Belém (PA),
Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT), Florianópolis (SC),
Macapá (AP), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro
(RJ), Salvador (BA), São Luís (MA) e São Paulo
(SP). Pelos cálculos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os eleitos devem ser conhecidos três horas após o encerramento da votação. Mais de 27 milhões de pessoas devem votar neste segundo turno.
Além das 11 capitais, haverá segundo turno em 19 municípios: Anápolis (GO),
Bauru (SP), Campina Grande (PB), Campos dos Goytacazes (RJ), Canoas
(RS), Contagem (MG), Guarulhos (SP), Joinville (SC), Juiz de Fora
(MG), Londrina (PR), Mauá (SP), Montes Claros (MG), Pelotas
(RS), Petrópolis (RJ), Ponta Grossa (PR), São José
do Rio Preto (SP), Santo André (SP), São Bernardo do
Campo (SP) e Vila Velha (ES).
Em Benedito Leite, pequeno munícipio do interior do Maranhão, os eleitores também vão às urnas neste domingo para eleger o novo prefeito e nove vereadores. Isso porque a votação de 5 outubro teve de ser cancelada em conseqüência de um protesto da população, que queimou as urnas por causa do cancelamento de 400 títulos de eleitor.
Entre as 11 capitais, quatro concentram os maiores colégios eleitorais do país: São
Paulo, com 8.198.282 eleitores; Rio de Janeiro, com 4.579.365;
Belo Horizonte, com 1.772.227; e Salvador, com 1.747.278
eleitores. Outra grande capital que vai escolher o prefeito neste
domingo é Porto Alegre, que é a sétima
cidade brasileira em número de eleitores, com 1.038.885.
A votação começa às 8h e se encerra às 17h. O eleitor dessas cidades que estiver fora do domicílio
eleitoral terá que justificar sua ausência, mesmo que tenha votado
no primeiro turno. Neste domingo, a votação é apenas para escolha dos prefeitos. Os vereadores desses 30 municípios e das outras 5.532 cidades foram eleitos em 5 de outubro, durante o primeiro
turno. A exceção é Benedito Leite, por causa da destruição das urnas.
O PT disputa a prefeitura em 15 municípios; o PMD, em 12; o PSDB, em 10;
o PSB, em seis; o PTB, em quatro; o PP, em três; o DEM, o PDT, o PPS e
o PR, em dois cada um; e o PV e o PCdoB, em um cada um. Ao todo, são 60
candidatos ao cargo de prefeito e igual número de vice-prefeitos que
estão na disputa no segundo turno. A disputa em segundo turno é acirrada em todas as cidades. Em muitas delas, os dois
candidatos são de partidos aliados ao governo federal, o que provoca divisão na própria base do presidente Luiz Inácio Lula Silva. Isso criou uma situação inusitada: em alguns municípios, há ministros fazendo campanha para um candidato e outros para o
adversário.
Em outras cidades, a disputa é
entre candidatos da base e da oposição. A principal
delas é São Paulo, maior colégio eleitoral do país, onde
a disputa é entre a petista Marta Suplicy e o atual
prefeito Gilberto Kassab (DEM). Marta tem o apoio do governo federal,
inclusive do presidente Lula. Kassab tem a seu lado a maior liderança da oposição, o governador
José Serra (PSDB), além de todo o tucanato, de todo o
Democratas e de outros partidos da base governista, como PMDB e PP,
entre outros.
No Rio de Janeiro, dono do segundo
maior colégio eleitoral, a disputa é entre o
candidato Eduardo Paes (PMDB) e o deputado Fernando Gabeira
(PV). Paes conta com o apoio do governo federal e do governador
Sérgio Cabral. Já Gabeira é um parlamentar de oposição ao Palácio do Planalto, embora seu o PV faça parte da
base aliada.
Em Belo Horizonte, terceiro maior colégio eleitoral brasileiro, a disputa é entre o
peemedebista Leonardo Quintão e Márcio Lacerda (PSB).
Quintão tem o apoio de seu partido e também do
vice-presidente José Alencar. Lacerda tem a seu lado o
governador tucano Aécio Neves e o prefeito petista Fernando
Pimentel. Mesmo tendo como candidato a vice um petista, Lacerda não
conta com o apoio de lideranças expressivas do PT.
A prefeitura de Salvador, que tem o
quarto maior colégio eleitoral, é disputada pelo atual
prefeito João Henrique (PMDB) e pelo petista Walter Pinheiro.
João Henrique conta com o apoio dos ministros de seu partido, entre os quais o da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Também estão a seu lado lideranças
da oposição, como o deputado Antonio Carlos Magalhões Neto, líder do
DEM na Câmara dos Deputados.
Em Porto Alegre, sétimo
colégio eleitoral nacional, a disputa pela prefeitura é entre o
atual prefeito José Fogaça (PMDB) e a deputada Maria do
Rosário (PT). Fogaça conta com o apoio dos ministros do
PMDB, de outros partidos da base do governo federal e do tucanato do
estado, liderado pela governadora Yeda Crusius. Maria do Rosário é apoiada por ministros do PT, como Dilma Rousseff (Casa Civil) e Tarso Genro (Justiça), e por outros partidos da base do
governo federal, como o PCdoB, da deputada Manuela D'Avila, que disputou o primeiro turno das eleições em Porto Alegre.
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