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Marcello Casal JR/ABr
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Brasília - As integrantes do Fórum de Mulheres Negras do Distrito Federal Jacira da Silva e Sabrina Faria falam no Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFêmea) sobre a garantia de direitos ao público feminino
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Brasília - Viabilizar o acesso da população feminina negra do Distrito Federal
a um atendimento público de saúde digno e igualitário é uma das atuais
reivindicações do Fórum de Mulheres Negras do DF.
Hoje (26), no Dia de Mobilização Nacional Pró-Saúde da População Negra,
representantes do Fórum se reuniram no Centro Feminista de Estudos e
Assessoria (CFemea) para discutir a implementação na região da Política
Nacional de Saúde da População Negra, aprovada em 2006 pelo Conselho
Nacional de Saúde.
A política prevê ações voltadas para a promoção da
saúde integral das negras e para o combate ao racismo institucional nas
unidades de saúde de todo o país.
No entanto, muitos são os estados que ainda não adotaram a medida e
não colocaram em prática essas ações. O Distrito Federal, onde mais de 40% das mulheres são negras, é um deles.
"A gente vem cobrar
uma maior atenção do GDF [Governo do Distrito Federal] e do Estado. As especificidades da população
negra merecem um olhar mais atento, essa população é maltratada quando
vai a um serviço de saúde. A gente tem um racismo institucionalizado,
que é grave", considera Sabrina Faria, integrante do Fórum de Mulheres Negras do DF.
De acordo com dados do Fórum, a população negra no
Brasil é mais vulnerável em
relação a doenças do trabalho, Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), mortes violentas, transtornos mentais e doenças de evolução,
como hipertensão arterial, diabetes e insuficiência renal.
"Nós,
mulheres negras, precisamos de tratamento digno. É
preciso colocar como prioridade essa atenção voltada para a
saúde da mulher negra", defende a coordenadora nacional do Fórum, Jacira
da Silva.
Um dos primeiros passos para a implementação da política no Distrito
Federal, segundo sugere Jacinta, é a identificação da quantidade de
mulheres negras que precisam de atendimento médico.
"A questão de saúde é questão de direitos humanos. Essa omissão do Estado e do DF, principalmente nessas políticas públicas, significa a
falta de compromisso com essa população expressiva", afirma.
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