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Brasília - O ministro da Fazenda, Guido
Mantega, afirmou hoje (28) durante encontro com empresários,
em um evento da Confederação Nacional Indústria
(CNI), que o governo estuda uma forma de dilatar, temporariamente, o
prazo para o pagamento de tributos federais.
O anúncio foi feito depois
que o presidente da entidade, Armando Monteiro Neto, pediu a
ampliação para o recolhimento de tributos diante da
crise. A medida, segundo Monteiro Neto, iria ajudar a aumentar o
capital de giro das empresas em um momento de restrição
de crédito por parte dos bancos.
Já o ministro lembrou que
qualquer decisão no sentido de dilatar os prazos para o
pagamento de impostos precisa ser analisada pela ótica do
impacto fiscal, já que a
crise trará ao governo redução na arrecadação
de impostos.
O ministro enfatizou que o governo
tem adotado uma “postura adequada” diante da crise, mas as
medidas demoram a ser implementadas, pois precisam ser analisadas do
ponto de vista legal, tanto por ele quanto pelo presidente do Banco
Central, Henrique Meirelles.
Mantega reafirmou, ainda, que o
governo não abandonou a reforma fiscal, em tramitação
no Congresso Nacional, como uma das formas de modernizar a economia.
“Eu me empenhei pessoalmente. Eu desengavetei essa reforma.
Coloquei-a como prioridade. O presidente Lula também, pelo
impacto positivo que teria na economia brasileira”, disse.
Dirigindo-se ao senador Tasso
Jereissati, que também participava do debate, Mantega disse
que admitia que fazer uma reforma no sistema tributário é
difícil, ainda mais num ano eleitoral.
“Pela disposição que
eu vejo do senador Tasso, acho que a gente irá aprovar esse
reforma o mais rápido possível”, disse o ministro.
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