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Brasília - Uma proposta para
ampliar o ensino obrigatório no país foi encaminhada ao
presidente Luiz Inácio Lula da Silva na terça-feira (28) pelo ministro da Educação,
Fernando Haddad. Hoje, a obrigatoriedade é apenas para o ensino
fundamental que compreende crianças e jovens na faixa etária
dos 6 aos 14 anos. Com a proposta do ministro, o tempo de estudo será
ampliado para catorze anos, incluindo a pré-escola e o
ensino médio. Dessa forma, a criança precisa ser
matriculada na escola a partir dos 4 anos e permanecer até os
17.
“Começou um
movimento na América Latina de que a obrigatoriedade do ensino
deveria ser até os 17 anos. Nós então
apresentamos uma emenda, justificando que essa medida seria inefetiva
se não houvesse o complemento da pré-escola porque ela
[pré-escola] é que garante o sucesso das crianças
no ensino fundamental. Essa contra-proposta foi aceita, sobretudo
pelo Chile e pela Argentina. Por isso encaminhei ao presidente esse
projeto”, explicou Haddad.
Segundo o ministro, para
alterar a regra em vigor será necessário
encaminhar ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda
Constitucional (PEC). Mas antes, a mudança será
discutida com o Conselho Nacional de Secretários de Educação
(Consed) e a União Nacional de Dirigentes Municipais de
Educação (Undime). De acordo com o ministro, já
há uma reunião marcada para hoje (30) para discutir o
assunto, especialmente as regras de transição.
“Não adianta
mudar por lei sem que os estados e municípios tenham a
capacidade de receber essas crianças, então é
preciso discutir regras para a transição”, explicou.
Haddad
acredita que cinco ou seis anos, logo que a PEC seja aprovada, é um prazo suficiente para a adaptação das redes de ensino às
novas regras.
Segundo o MEC, atualmente, um
quinto dos jovens que completam o ensino fundamental não
continuam seus estudos no ensino médio. Já a taxa de
atendimento na pré-escola em 2007, segundo dados são da
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi de
70,1%. Haddad acredita que a PEC pode ser aprovada ainda em 2009.
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