|
Brasília - Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, o Cadastro de Informações
dos Estudantes Brasileiros (Cineb), lançado esta
semana pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino
(Confenen) é uma medida contestável do ponto de vista judicial. O
objetivo da ferramenta é fornecer às escolas informações sobre pais e
responsáveis que apresentem um histórico de inadimplência.
“Essa é uma questão que envolve mais diretamente o Ministério da
Justiça, sobretudo o direito do consumidor e é preciso estudar a a
legalidade de um cadastro como esse. Eu não posso responder hoje se é
legal ou não. Acho que haverá muitas ações judiciais nesse sentido”,
prevê. Para Haddad, as escolas já possuem respaldo legal para serem
ressarcidas no caso do não pagamento pelo serviço.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) divulgou em nota que vai
procurar as medidas legais necessárias para “proibir o constrangimento
de qualquer estudante brasileiro que queira se matricular ou continuar
seus estudos em uma instituição privada”. A entidade critica o que
chama de mercantilização do ensino e defende que os altos índices de
inadimplência ocorrem em função dos “valores abusivos das mensalidade”.
“A educação é um bem público e um direito de todos os cidadãos
brasileiros garantido pela Constituição Federal. As instituições
privadas de ensino são uma concessão do Estado e devem obedecer e
cumprir a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, sendo reguladas e
fiscalizadas pelo poder público”, diz a nota.
|
|